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Petróleo opera abaixo de US$ 100 após revés eleitoral de Trump

Preços do petróleo operam abaixo de US$ 100 após queda de mais de 8% motivada pela perda de controle do Congresso republicano nas eleições dos EUA.

Redação•05 de nov. de 2026, 10:32
Petróleo opera abaixo de US$ 100 após revés eleitoral de Trump
Imagem: site

Petróleo opera abaixo de US$ 100 após revés eleitoral de Trump

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Nesta quinta-feira (5), os preços do petróleo continuam operando abaixo de US$ 100 por barril. O movimento ocorre depois que a commodity registrou uma queda superior a 8% na véspera, alcançando o menor patamar em mais de dois meses. A desvalorização reflete a perda de controle do Congresso pelo Partido Republicano, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de meio de mandato. Investidores apostam que a nova configuração de poder pode acelerar o término do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã.

Na quarta-feira (4), os contratos futuros do Brent fecharam em retração de 8,7%, cotados a US$ 94,62 por barril, enquanto os contratos do West Texas Intermediate (WTI) recuaram 8,3%, para US$ 88,12. Ambos atingiram os menores níveis desde 31 de agosto. Perto das 9h15 desta quinta-feira (5), o Brent registrava queda de 2,24%, negociado a US$ 96,74, ao passo que o WTI apresentava alta de 1,87%, a US$ 89,77 por barril.

Segundo duas fontes próximas a governos do Golfo, Trump está enfraquecido e sob o controle democrata no Congresso, o que lhe confere maior incentivo para buscar uma saída negociada, tornando menos provável um ataque em grande escala ao Irã. Analistas da região apontam que um acordo que permita ao Irã reivindicar vitória e faça Trump parecer derrotado pode tanto gerar uma reação imprudente quanto favorecer a moderação.

Na terça-feira (3), Trump declarou ao jornal britânico Financial Times que os EUA não possuíam planos imediatos de atacar o Irã. Já na quarta-feira (4), o presidente admitiu que a guerra impactou a derrota de seu partido nas eleições, nas quais os democratas asseguraram a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.

Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, afirmou à Reuters que o controle democrata no Congresso pode limitar os gastos militares dos EUA no Oriente Médio e elevar a probabilidade de um acordo de paz de curto prazo. Kissler acrescentou que o crescimento das exportações de petróleo da região, somado às declarações de Trump de que não há planos imediatos de ataque, intensifica a pressão de baixa sobre os preços.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, distanciou-se da decisão de entrar em conflito na quarta-feira, questionando se a guerra valeu a pena e creditando a ela o revés republicano nas eleições. Em contrapartida, o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou em comunicado que a hostilidade norte-americana persistirá independentemente da legenda no poder. Os houthis, do Iêmen, informaram ter atacado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, embora autoridades sauditas não tenham confirmado a ocorrência.

Diante do cenário, o Catar intensificou iniciativas de mediação para evitar uma nova escalada. Uma alta autoridade iraniana pontuou à Reuters na terça-feira que Irã e Estados Unidos ainda estão distantes de um acordo para finalizar a guerra.

De acordo com Carl Larry, líder da equipe de negociação e risco para a América na Norte na Enverus, as eleições dão aos investidores motivos para duvidar da continuidade do conflito, embora ele expresse preocupação com a possibilidade de uma escalada antes de uma resolução definitiva.

Dados de rastreamento da Vortexa mostram que as exportações de petróleo, condensado e produtos refinados dos países do Golfo — excluindo gás liquefeito — média de 17,1 milhões de barris por dia em outubro, abaixo dos 18,9 milhões de barris diários de setembro, mas ainda em cerca de três quartos do patamar anterior à guerra. Além disso, a Bloomberg informou, citando fontes a par do assunto, que os Emirados Árabes Unidos avaliam a construção de um terceiro oleoduto para escoar petróleo sem transitar pelo Estreito de Ormuz, visando diminuir a dependência da rota. Nos EUA, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que os estoques de petróleo bruto, gasolina e destilados caíram na semana passada.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/petroleo-abaixo-de-us-100-apos-reves-de-trump-elevar-apostas-no-fim-da-guerra-com-ira.ghtml

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