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PGR Paulo Gonet enfrenta críticas internas após pedido de nulidade de inquérito

Cúpula do Ministério Público Federal (MPF) expressa desânimo com pedido de Paulo Gonet, procurador-geral da República, pela nulidade de inquérito envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Relatórios da Polícia Federal indicam relação entre Gonet e Vorcaro, incluindo pedidos de favores como viagens e bebidas. Saiba mais.

Redação•02 de set. de 2026, 00:29
PGR Paulo Gonet enfrenta críticas internas após pedido de nulidade de inquérito
Imagem: site

PGR Paulo Gonet enfrenta críticas internas após pedido de nulidade de inquérito

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Críticas internas no MPF após pedido de Gonet

Integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) manifestaram "desânimo" após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ser citado em relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à investigação sobre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo fontes ouvidas pelo Poder360 sob reserva, o pedido de Gonet pela nulidade das investigações foi considerado impróprio pela cúpula da instituição, que defende que o caso deveria ser conduzido pelo vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand.

Relação entre Gonet e Vorcaro

O relatório da PF, de 218 páginas, aponta que Gonet e Vorcaro iniciaram uma relação a partir de um evento financiado pelo Banco Master em Londres. Mensagens do advogado Ciro Soares indicam que Gonet teria solicitado a disponibilidade de "charutos" e "whisky Macallan", além de pedir que Vorcaro bancasse a viagem de seu filho para a capital britânica. O documento também menciona que Gonet teria pedido a nulidade do inquérito logo após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo das investigações.

Reação do STF e críticas no MPF

Mendonça encaminhou o caso para discussão no plenário do STF, presidido por Luiz Edson Fachin. Gonet classificou a decisão como um "abuso de poder", enquanto integrantes do MPF argumentam que o pedido de nulidade foi feito de forma precipitada. Além disso, há críticas de que Gonet teria adotado posição contraditória, já que, no inquérito das fake news, também aceitou diligências solicitadas por ofício pelo ministro Alexandre de Moraes.

Possível aplicação da Lei Orgânica do MPU

Fontes sugerem que poderia ser aplicado o artigo 57, inciso 10, da Lei Complementar nº 75/1993, que determina que investigações por crimes comuns contra o PGR devem ser conduzidas pelo Conselho Superior, que designaria um subprocurador-geral para atuar de forma isenta. Alguns membros da carreira também defendem a escolha de um PGR por meio de lista tríplice para garantir maior autonomia institucional.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-justica/apos-mencao-a-gonet-cupula-da-pgr-cita-desanimo-com-investigacoes/

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