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PL corre para completar chapa de Douglas Ruas no Rio

Partido aguarda definição da federação União Progressista, que avalia desembarcar de aliança no berço do bolsonarismo

Redação3 de ago. de 2026, 14:442 min de leitura
PL corre para completar chapa de Douglas Ruas no Rio
Imagem ilustrativa

A chapa de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio continua incompleta. O presidente da Assembleia Legislativa foi oficializado candidato ao Palácio Guanabara sem vice depois que o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desembarcou da composição. Desde então, o PL aguarda uma definição da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, para fechar a aliança no estado. O prazo para bater o martelo é 5 de agosto, data-limite para as convenções partidárias.

A aposta do partido é que, se a federação entrar formalmente na chapa, Ruas ganhará musculatura política, já que terá mais tempo de televisão na campanha. Esse ponto é considerado decisivo porque o candidato do PL ainda é pouco conhecido do eleitorado fluminense e terá como adversário o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas, e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), dono de um recall importante.

O problema é que a aliança ainda não foi sacramentada. O afastamento de Rogério Lisboa acendeu um alerta no PL sobre a possibilidade de a federação se afastar do palanque de Ruas no Rio. Antes da convenção, lideranças chegaram a admitir que trabalhariam até o limite do calendário eleitoral para manter a composição diante do estremecimento.

Fontes envolvidas na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) esperavam que a articulação nacional destravasse palanques regionais, mas o filho do ex-presidente ainda não teve sucesso em ampliar apoios de partidos do Centrão, que caminham para a neutralidade na disputa presidencial. Com isso, o palanque no Rio, seu estado de origem e berço do bolsonarismo, continua indefinido.

O impasse também envolve os interesses da própria União Progressista no Rio de Janeiro. O PP vem sendo cortejado pelo grupo de Paes, enquanto o PL tentava manter de pé o acordo costurado em torno de Ruas, trabalhando especialmente junto ao União Brasil, que fez a convenção na semana passada sem se comprometer com o governo estadual. A decisão do partido deve ser tomada nesta terça-feira, 4.

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A indefinição representa uma mudança de rota na estratégia inicial do PL no Rio. Antes do impasse, a federação União Progressista estava contemplada na chapa com Márcio Canella (União Brasil) como candidato ao Senado. A possível saída do bloco, portanto, afeta o desenho completo do palanque bolsonarista no estado.

Um dos nomes desejados para a vice de Douglas Ruas é o do ex-prefeito de Magé Renato Cozzolino, que, no entanto, apareceu recentemente ao lado de Paes. Se não conseguir preencher a vaga com a indicação de aliados, o PL pode ter que recorrer a uma solução caseira para montar uma chapa “puro-sangue”.

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