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Polícia Federal investiga possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras

Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação abriu investigação preliminar após representação da AGU sobre projeto dos EUA.

Redação•04 de out. de 2026, 13:38
Polícia Federal investiga possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras
Imagem: site

Polícia Federal investiga possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras

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A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação preliminar para apurar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A informação foi divulgada neste domingo (4) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, durante entrevista no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), localizado na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com Andrei Rodrigues, a corporação recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) solicitando a apuração de uma possível interferência externa. O caso foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência. O diretor-geral esclareceu que a apuração está em andamento sob caráter preliminar, em um procedimento prévio, e que a portaria do inquérito ainda não foi publicada.

Representação e reportagem do The Guardian

A representação da AGU ocorreu após uma publicação do jornal The Guardian sobre um projeto norte-americano intitulado "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil". A iniciativa previa cerca de R$ 5 milhões em recursos destinados a grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e à censura do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o veículo britânico, a verba faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (aproximadamente R$ 918 milhões) proveniente do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano, com recursos voltados também para outros projetos globais. O jornal informou ainda que US$ 40 milhões seriam direcionados a um fundo anticomunista, além de apoio a um grupo de direitos de sul-africanos brancos e programas de recompensas para aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa.

Contexto político e sanções anteriores

O financiamento aos grupos no Brasil surge em um momento em que o governo do presidente Lula aponta uma tentativa de interferência de Washington nas eleições do país. Anteriormente, em entrevista à âncora Christiane Amanpour, da CNN, Lula afirmou estar muito preocupado com uma possível interferência de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, nas eleições brasileiras, citando ligações de Rubio com o bolsonarismo e mencionando indícios de interferência de inteligência artificial, embora ressaltando que se tratava de suspeita.

O histórico recente de atritos institucionais também inclui sanções aplicadas pelo governo americano contra o ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky. A punição ocorreu devido à supervisão do julgamento que resultou na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe após a derrota na disputa pela reeleição em 2022. As sanções foram revogadas pelos EUA em dezembro do mesmo ano.

Segurança em embaixadas

Durante a entrevista, o diretor-geral da PF também afirmou que não há risco efetivo, elemento concreto ou plano em andamento contra as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália em Brasília. As representações diplomáticas haviam suspendido atendimentos consulares às vésperas das eleições como medidas de segurança devido a uma suposta ameaça de ataque terrorista.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/andrei-diz-que-pf-abriu-investigacao-sobre-interferencia-dos-eua-na-eleicao/

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