A Polícia Federal executou nesta sexta-feira, 2, dois mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre um suposto planejamento de ações capazes de ameaçar instalações diplomáticas dos Estados Unidos no território brasileiro. As diligências foram realizadas em São Paulo e nas proximidades do Distrito Federal.
A ofensiva policial aconteceu na mesma data em que o governo norte-americano paralisou o atendimento presencial em sua embaixada e nos consulados espalhados pelo país, justificando a decisão por motivos de segurança. Conforme a corporação, foram recolhidos dispositivos de mídia e equipamentos de comunicação, a exemplo de computadores e celulares, que passarão por exames periciais.
De caráter sigiloso, a apuração conta com a colaboração de serviços de inteligência de outros países. As ordens de busca foram expedidas pela Justiça Federal do Distrito Federal.
Apesar da execução dos mandados, a instituição policial declarou que, até o presente momento, não foram descobertos indícios que comprovem os riscos apontados de forma inicial. A corporação também apontou que nenhum suspeito com ligação a facções criminosas foi identificado.
“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas”, pontuou a PF por meio de nota oficial, ressaltando que as diligências prosseguem e novas providências poderão ser tomadas.
Impacto nas representações diplomáticas
A ação da polícia ocorre em um cenário de reforço na segurança de representações diplomáticas estrangeiras no Brasil. Na mesma sexta-feira, os Estados Unidos paralisaram os serviços presenciais na sede diplomática de Brasília, além dos consulados situados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A administração norte-americana não especificou publicamente o motivo para a decisão e tampouco indicou quando os atendimentos serão normalizados.
Questionado pela reportagem, o consulado dos Estados Unidos em São Paulo informou que não dispõe de novas informações ou atualizações sobre o episódio.
Em paralelo, a Embaixada da Austrália, localizada em Brasília, também manteve as portas fechadas durante a sexta-feira sob a justificativa de precauções de segurança. Dados repassados pelo governo brasileiro apontam que não existiam, até aquele momento, registros de ameaças direcionadas à representação australiana, sendo a medida adotada de maneira preventiva após o comunicado emitido pelos norte-americanos.
A paralisação dos serviços por parte dos Estados Unidos impactou diretamente a agenda presencial, incluindo atendimentos consulares que estavam marcados para a mesma sexta-feira.
