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Polônia reforça segurança na fronteira após ataques russos próximos

Ministro da Defesa da Polônia anunciou reforço na fronteira com a Ucrânia após ataques de drones russos nas proximidades.

Redação•16 de set. de 2026, 10:00
Polônia reforça segurança na fronteira após ataques russos próximos
Imagem: site

Polônia reforça segurança na fronteira após ataques russos próximos

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O governo da Polônia anunciou o reforço da segurança em sua fronteira com a Ucrânia. A medida foi comunicada na terça-feira pelo ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, após o aumento de ataques de drones russos nas proximidades das travessias da região, o que tem gerado preocupação entre aliados da OTAN.

Segundo Kosiniak-Kamysz, as recentes ações da Rússia representam uma ameaça à segurança de toda a Europa. A infraestrutura utilizada pela Guarda de Fronteira está sendo fortalecida, e soldados do 18º Regimento de Engenharia já iniciaram o cumprimento de tarefas para reforçar os postos de controle e as instalações na divisa entre poloneses e ucranianos. Os movimentos ocorrem na sequência de dois ataques registrados no fim de semana, sendo que um deles atingiu um trem que transportava um grupo de ex-autoridades ocidentais pela área. Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou os dois ataques próximos à fronteira da Polônia e alegou que o trem estava transportando carga militar.

Em paralelo, autoridades militares da Lituânia informaram que um drone equipado com um dispositivo explosivo foi abatido no espaço aéreo do país pela primeira vez. O artefato explosivo foi neutralizado por especialistas em desativação de bombas, e uma investigação foi aberta para apurar a origem do equipamento. O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, declarou que um caça italiano da OTAN derrubou o drone e apontou que ele muito provavelmente veio da Rússia. O Ministério da Defesa italiano destacou que esta foi a segunda ocorrência envolvendo caças do país em um mês no Flanco Leste.

Ainda na terça-feira, as Forças Armadas da Dinamarca relataram que um helicóptero militar dinamarquês foi alvo de um navio de guerra russo que disparou dois sinalizadores de emergência enquanto a aeronave realizava fotografias rotineiras da embarcação em águas internacionais. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, manifestou apoio à Dinamarca e definiu a conduta russa como uma ação provocadora e inaceitável.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que os episódios refletem o desespero do presidente russo Vladimir Putin e seu intuito de semear medo e terror, prometendo fortalecer as defesas ao longo da fronteira com a Rússia e Belarus.

No cenário diplomático, os Estados Unidos buscam intermediar uma trégua para evitar que Ucrânia e Rússia ataquem alvos energéticos mútuos, diante de temores sobre a alta global nos combustíveis. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os países concordaram em suspender ataques energéticos, mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o Kremlin qualificaram o arranjo apenas como uma proposta e não como um acordo firme. Zelensky afirmou que a Ucrânia apoia a desescalada caso a medida represente o fim dos ataques à infraestrutura crítica ucraniana.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/polonia-reforca-seguranca-na-fronteira-com-ucrania-apos-ataques-russos/

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