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Preço da gasolina se mantém estável no Brasil com subsídios e desoneração durante guerra

Levantamento mostra que preço da gasolina no Brasil se manteve estável desde abril devido a subsídios e desonerações tributárias do governo frente à guerra no Oriente Médio.

Redação•11 de out. de 2026, 04:30
Preço da gasolina se mantém estável no Brasil com subsídios e desoneração durante guerra
Imagem: site

Preço da gasolina se mantém estável no Brasil com subsídios e desoneração durante guerra

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O preço médio da gasolina comum no Brasil tem apresentado relativa estabilidade desde o mês de abril, mesmo diante dos impactos gerados pela guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. Um levantamento realizado pela CNN Brasil, com base em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), aponta que o combustível não registrou novas altas expressivas desde o início daquele período, acumulando pequenas variações semanais e uma trajetória de recuo gradual ao longo de seis meses.

Esse comportamento nos preços decorre das estratégias adotadas pelo governo federal para amortecer os reflexos da alta do petróleo nos combustíveis, por meio da concessão de subvenções e da redução de tributos federais para produtores e importadores.

Evolução dos preços segundo a ANP

Na primeira semana de abril, o valor médio nacional da gasolina comum estava fixado em R$ 6,77 por litro. A partir de então, o combustível apresentou uma redução acumulada de 23 centavos (cerca de 3,4%), alcançando R$ 6,54 na semana de 4 a 10 de outubro.

A queda ocorreu de forma gradual:

  • Segunda quinzena de abril: R$ 6,72 por litro.
  • Início de maio: R$ 6,65 por litro.
  • Junho: média próxima de R$ 6,61 por litro.
  • Julho: comercialização abaixo de R$ 6,60 por litro.
  • Agosto a outubro: estabilidade evidente, com o preço médio oscilando entre R$ 6,51 e R$ 6,55 por litro nas últimas dez semanas (diferença de quatro centavos ou cerca de 0,6%).

O cenário difere da alta registrada em março, quando a intensificação do conflito no Oriente Médio provocou a disparada do petróleo no mercado internacional. Na primeira semana daquele mês (1º a 7), o litro custava R$ 6,30 no país. O valor subiu para R$ 6,46 e R$ 6,65, até atingir o ápice de R$ 6,78 entre os dias 22 e 28 de março. O acréscimo acumulado foi de 48 centavos por litro (7,6%) em apenas três semanas, patamar que se repetiu na semana seguinte antes de iniciar o recuo em abril.

Apesar da retração recente, a gasolina permanece acima do patamar anterior à escalada de março. Comparado à primeira semana de fevereiro, quando o litro custava R$ 6,31, o preço atual registra alta acumulada de 3,6%.

Declarações do governo e novas medidas

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a expectativa do governo é de que o valor do combustível diminua com a desoneração total dos impostos federais sobre a gasolina, anunciada nesta sexta-feira (9).

“Nossa aposta é que nós podemos, se não chegar nos preços pré-guerra, mas garantir um dispositivo adicional, com desoneração integral, pra que a gente mitigue os efeitos da guerra”, declarou Moretti. “E temos o objetivo que haja repasse pra bomba, pro consumidor final. Novamente isso vai depender de um mercado, que é complexo. Agora, a liberdade de preço não se confunde com a liberdade de abuso de preços. Nós vamos ficar vigilantes.”

Nesta sexta-feira, o governo ampliou a desoneração e zerou os tributos federais sobre a gasolina por um período de 30 dias. A medida eleva o corte tributário de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, gerando um custo fiscal adicional estimado em R$ 700 milhões. No total, o pacote de ações voltado para gasolina, diesel e etanol terá impacto de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas durante o próximo mês.

Histórico de ações do Executivo

O governo iniciou a implementação de medidas em março para conter os efeitos da guerra, focando inicialmente no diesel por meio de cortes de tributos e subvenções. Em abril, o apoio ao setor de diesel foi ampliado. A gasolina passou a ser integrada diretamente em maio, com o estabelecimento de uma subvenção de R$ 0,44 por litro a produtores e importadores para amortecer os custos do conflito.

No fim de maio, a Petrobras realizou seu primeiro reajuste da gasolina para as distribuidoras em quase dois anos. O aumento projetado era de R$ 0,48 por litro, mas a subvenção federal cobriu R$ 0,44 desse total, fazendo o preço médio líquido para as distribuidoras subir de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro (acréscimo de quatro centavos).

Em julho, frente a novas tensões no Oriente Médio e pressões internacionais, o Ministério da Fazenda estendeu a subvenção de R$ 0,44 até o final de agosto. Já em setembro, o Executivo substituiu o subsídio por uma redução direta de R$ 0,63 por litro nos tributos federais da gasolina, mantendo o alívio ao consumidor após o encerramento da medida anterior.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/preco-da-gasolina-mantem-estabilidade-ao-longo-da-guerra-com-subsidios/

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