O Prêmio Nobel da Paz de 2026 tem anúncio previsto para esta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega. A premiação reconhece anualmente indivíduos ou organizações que contribuíram de forma significativa para a promoção da paz e da cooperação entre as nações, com transmissão ao vivo pelo site oficial da instituição.
Para a edição deste ano, cerca de 287 candidatos foram indicados, sendo 208 pessoas e 79 organizações. Conforme as regras da Fundação Nobel, a lista completa de indicados permanece em sigilo por 50 anos, guardada em um cofre no subsolo do Instituto Nobel Norueguês. No entanto, os responsáveis pelas indicações podem optar por revelar os nomes escolhidos.
Entre os favoritos especulados por analistas para este ano estão o papa Leão, o Tribunal Penal Internacional, a Corte Internacional de Justiça, Francesca Albanese (relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados), as Emergency Response Rooms (rede sudanesa de grupos comunitários que auxilia na guerra civil) e a ONG Save the Children. Menos provável, a Estação Espacial Internacional também aparece como possibilidade, por reunir o trabalho conjunto de Estados Unidos, Rússia e Europa.
O vencedor é escolhido pelo Comitê Norueguês do Nobel, composto por cinco pessoas indicadas pelo Parlamento da Noruega e refletindo a distribuição de forças da casa legislativa. O grupo busca o consenso e realiza reuniões mensais. O prazo para indicações terminou em 31 de janeiro, e o prêmio inclui uma medalha de ouro, um diploma, 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões) e atenção global.
Relembre os últimos vencedores (2016 a 2025)
- 2025: María Corina Machado – A líder da oposição venezuelana foi reconhecida por sua atuação em defesa da democracia na Venezuela e pela luta por uma transição pacífica da ditadura para a democracia.
- 2024: Nihon Hidankyo – Organização japonesa de sobreviventes dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, premiada pelos esforços por um mundo livre de armas nucleares.
- 2023: Narges Mohammadi – Ativista iraniana premiada por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e pela promoção dos direitos humanos e da liberdade.
- 2022: Ales Bialiatski, Memorial e Centro para as Liberdades Civis – O ativista bielorrusso, a organização russa e o centro ucraniano foram reconhecidos pela defesa dos direitos fundamentais, pelo direito de criticar o poder e pela documentação de crimes de guerra.
- 2021: Maria Ressa e Dmitry Muratov – A jornalista filipina e o jornalista russo foram premiados pela defesa da liberdade de expressão, considerada essencial para a democracia.
- 2020: Programa Mundial de Alimentos (PMA) – A agência da ONU foi premiada pelo combate à fome e por atuar para impedir que o recurso seja usado como arma de guerra.
- 2019: Abiy Ahmed Ali – O primeiro-ministro da Etiópia foi reconhecido pela iniciativa de resolver o conflito fronteiriço com a Eritreia.
- 2018: Denis Mukwege e Nadia Murad – O médico congolês e a ativista iraquiana foram premiados pelo combate ao uso da violência sexual como arma de guerra.
- 2017: Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (ICAN) – Reconhecida por alertar sobre as consequências humanitárias catastróficas do uso de armas nucleares e por atuar em favor de um tratado de proibição.
- 2016: Juan Manuel Santos – O então presidente da Colômbia recebeu a honraria por seus esforços para encerrar a guerra civil de mais de cinco anos no país.
