Candidatos à Presidência adotam abordagens diferentes no feriado
Os candidatos à Presidência da República aproveitaram o feriado de 7 de Setembro para realizar atos políticos em diferentes estados, com estratégias distintas de campanha. São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal foram os principais palcos das movimentações, que incluíram críticas ao STF, discursos contra a polarização e ataques a adversários.
Desfile em Brasília: Lula, Fachin e Alcolumbre mostram descontração
Em Brasília, o tradicional desfile da Independência na Esplanada dos Ministérios reuniu autoridades dos Três Poderes. Além de dezenas de ministros de Estado, estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente do STF, Edson Fachin. Na tribuna de honra, Fachin conversou com Jorge Messias e também com Alcolumbre, enquanto Lula e Alcolumbre trocaram risos em tom descontraído ao longo da cerimônia.
Flávio Bolsonaro defende STF e critica Moraes
Na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou do ato ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O discurso de Flávio buscou circunscrever a crise do STF à figura de Alexandre de Moraes, defendendo a instituição enquanto pedia o impeachment ou a renúncia do ministro. Também discursaram no evento o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Daniella Marques, coordenadora de economia da campanha de Flávio, e o senador e candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro.
Romeu Zema critica 'intocáveis' e defende impeachment de ministros
Romeu Zema (Novo) realizou uma caminhada com apoiadores na Avenida Paulista, com cartazes representando Alexandre de Moraes preso. Em discurso à imprensa, Zema afirmou que o Brasil nunca irá dar certo enquanto for refém de 'intocáveis' e classificou a corrupção como um câncer que atinge o país. O candidato também defendeu o impeachment de ministros do STF.
Renan Santos critica 'imperador' e defende manifesto contra polarização
Renan Santos (Missão) realizou seu ato no obelisco do Ibirapuera, chamando Alexandre de Moraes de 'imperador' e afirmando que, se eleito, não cumpriria decisões de Moraes e Dias Toffoli que considerasse ilegais. Renan lançou o 'Manifesto pelo Futuro da Nação' e convidou os demais presidenciáveis a assiná-lo.
Augusto Cury endurece discurso e migra para o Rio
Augusto Cury (Avante), que inicialmente planejava realizar seu ato em São Paulo, transferiu o evento para o Rio de Janeiro após Flávio Bolsonaro marcar presença na capital paulista. No Rio, Cury declarou que o STF 'tem de ter independência' e pediu transparência, sem defender individualmente nenhum ministro.
Ronaldo Caiado critica Lula e questiona soberania
Ronaldo Caiado (PSD) participou do desfile de 7 de Setembro em Goiânia, capital de Goiás. Em seu discurso, fez críticas contundentes a Lula, afirmando que o petista 'devolveu o Brasil ao crime e à corrupção'. Caiado também questionou a capacidade de Lula de falar em soberania e cidadania, citando o que chamou de desmoralização das instituições.
