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Presidente do Fluminense aponta razões jurídicas para recorrer contra proibição das bets

Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, afirmou que o clube deve recorrer à Justiça contra a proibição das bets e apontou impacto superior a R$ 100 milhões.

Redação•27 de set. de 2026, 10:21
Presidente do Fluminense aponta razões jurídicas para recorrer contra proibição das bets
Imagem: site

Presidente do Fluminense aponta razões jurídicas para recorrer contra proibição das bets

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A proibição das bets e casas de apostas anunciada pelo governo federal por meio de medida provisória na sexta-feira (25) gerou preocupação profunda no Fluminense e em todo o setor esportivo nacional, conforme declarou o presidente do clube, Mattheus Montenegro, em entrevista à CNN. O dirigente destacou que o impacto financeiro para o tricolor carioca supera R$ 100 milhões.

Segundo Montenegro, o prejuízo estimado afeta não apenas o patrocínio máster, mas também contratos de placas de campo e estoques de camisas produzidas com seis meses de antecedência. O dirigente apontou que a medida foi adotada de forma abrupta e gerou um impacto expressivo. Na mesma edição do programa, foi divulgado que o Flamengo pode registrar perdas de até R$ 430 milhões, enquanto o futebol brasileiro como um todo enfrentaria uma redução de R$ 2,5 bilhões em receitas para o próximo ano. Para o presidente do Fluminense, a desvalorização do mercado ocorre porque todos os clubes perdem patrocinadores simultaneamente, fazendo com que a camisa perca valor de mercado diante da ampla disponibilidade de equipes no mesmo momento.

Diante do cenário, Montenegro sinalizou que o clube deve recorrer ao Poder Judiciário e apontou diversos pontos de inconstitucionalidade na medida provisória. Entre os argumentos, destacou a ausência de um período de transição, o que avalia violar a Constituição e as leis vigentes. Ele também mencionou que o setor arrecadou R$ 9 bilhões para o governo entre janeiro e agosto, enquanto a MP não apresentou estimativas sobre o impacto fiscal da proibição. Outro ponto levantado é a efetividade da norma, visto que a proibição de empresas reguladas deixaria o mercado clandestino e livre, já que apostas ilegais continuariam existindo no ambiente digital. O dirigente criticou ainda o uso de medida provisória diante da existência de projetos de lei em debate no Congresso que teriam sido ignorados pelo governo.

O impacto prático também atinge os parceiros comerciais do clube. O patrocinador máster já havia enviado notificação prévia informando a rescisão contratual caso a MP fosse publicada. Além disso, Montenegro alertou para a situação dos operadores das mais de 30 lojas oficiais do clube, que possuem grandes estoques de camisas com a marca da patrocinadora e não poderão comercializá-los a partir de 5 de outubro, conforme estabelece a norma sobre a exibição de marcas de apostas, sendo que o próximo jogo do time está previsto para 8 de outubro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/fluminense/bets-proibidas-sobram-razoes-juridicas-recorrerem-diz-pres-do-flu/

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