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Presidente do Irã acusa EUA de terrorismo na ONU e manda recado a Trump

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou os Estados Unidos de terrorismo pelo assassinato do aiatolá Ali Khamenei e enviou recado a Donald Trump.

Redação•23 de set. de 2026, 14:36
Presidente do Irã acusa EUA de terrorismo na ONU e manda recado a Trump
Imagem: site

Presidente do Irã acusa EUA de terrorismo na ONU e manda recado a Trump

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Durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, 23, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, adotou um tom desafiador. Falando pela primeira vez desde que Washington e Israel iniciaram ataques conjuntos que desencadearam a guerra contra seu país em fevereiro, Pezeshkian acusou o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "terrorismo" devido ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, então líder supremo iraniano.

Durante sua fala, o mandatário iraniano exibiu à Assembleia Geral uma foto do líder falecido e reiterou que Teerã não deu início ao conflito atual, que acabou se espalhando pelo Oriente Médio. O discurso ocorreu após declarações feitas por Donald Trump no mesmo púlpito da sede da ONU, em Nova York, na véspera. Na ocasião, o líder americano afirmou avaliar a possibilidade de "aniquilar" o Irã, embora na sequência tenha elogiado a retomada de conversas entre Washington e Teerã. Pezeshkian optou por não mencionar as reuniões ocorridas à margem da assembleia com o objetivo de encerrar o confronto.

“(O presidente dos EUA, Donald Trump) deve saber que a resiliência do povo iraniano só aumentará diante das sanções, da crescente pressão e da intimidação cada vez maior. Nunca baixaremos a cabeça ou nos ajoelharemos”, declarou o presidente iraniano.

Anteriormente, o Estado-Maior das Forças Armadas do Irã emitiu um comunicado por meio da agência de notícias Mehr rebatendo as falas de Trump da terça-feira. A nota apontou que a menção a uma possível "aniquilação" representa “não um sinal de poder, mas um sinal do desespero estratégico” dos Estados Unidos, além de acusar Washington de tentar justificar a “agressão” contra o território iraniano através das Nações Unidas. O comunicado também deixou um alerta de que o país está pronto para desferir respostas militares contra os EUA e Israel descritas como “mais devastadores e menos previsíveis” do que as anteriores.

Em seu pronunciamento na véspera, Trump havia declarado: “Mas tenho uma grande decisão a tomar… Vou firmar um acordo com o Irã que lhe permita se reconstruir e criar um país muito mais grandioso do que jamais foi, talvez um dos maiores do Oriente Médio ou até do mundo? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazer isso rapidamente, para nunca mais deixar que eles voltem a matar e destruir pessoas e países?”

A escalada verbal entre as nações acontece em meio a um conflito que já dura mais de seis meses, sem a concretização de um cessar-fogo definitivo entre Irã, Estados Unidos e Israel. No âmbito econômico, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou em entrevista à rede CNBC que, em 23 de setembro, todas as companhias aéreas iranianas teriam suas operações globais paralisadas devido a sanções dos Estados Unidos. Conforme Bessent, aeronaves que pousassem ficariam sem abastecimento ou serviços de solo, as empresas perderiam a capacidade de comercializar passagens, e quem descumprisse a regra seria banido do sistema financeiro baseado no dólar.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/na-onu-presidente-do-ira-manda-recado-a-trump-e-acusa-eua-de-terrorismo/

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