O instituto Quaest divulga nesta quarta-feira, 14, às 18h (horário de Brasília), a primeira pesquisa de intenção de voto do segundo turno para a eleição presidencial de 2026. O levantamento aponta o panorama da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcando o primeiro termômetro do instituto após o pleito realizado em 4 de outubro.
A coleta de dados ocorreu entre o sábado, 10, e a terça-feira, 13, por meio de entrevistas presenciais aplicadas em todo o território nacional. No total, 2.154 eleitores com 16 anos ou mais foram ouvidos. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu em 8 de outubro sob o número BR-08729/2026, com financiamento da TV Globo e da Editora Globo ao custo de R$ 338.178.
Metodologia e os temas abordados pelo levantamento
A seleção dos participantes seguiu critérios que combinam sorteios probabilísticos de municípios e setores censitários, além de cotas pré-estabelecidas baseadas em gênero, idade, renda familiar e escolaridade, visando refletir fielmente o perfil do eleitorado brasileiro.
Além de medir o confronto direto entre os dois presidenciáveis e apurar índices de votos brancos, nulos, abstenções e eleitores indecisos, a sondagem avalia a firmeza da decisão do eleitorado, questionando se o voto declarado é definitivo ou passível de mudança até o dia 25 de outubro. O levantamento também mapeia quem o eleitorado aponta como favorito para vencer o pleito, independentemente de preferências pessoais, e examina sentimentos em relação à corrida presidencial.
Percepção de governo e propostas avaliadas
O questionário aplicado pela Quaest aprofundou a análise sobre a continuidade da gestão petista e a possível chegada de Flávio Bolsonaro ao comando do país. Os entrevistados foram questionados se Lula merece mais quatro anos de mandato ou se o senador merece governar, além de apontar qual dos cenários desperta maior receio: o retorno da família Bolsonaro ao poder ou a permanência do atual presidente.
Outro eixo da pesquisa avaliou o conhecimento e a aprovação de propostas dos candidatos, abordando temas sensíveis como:
- Fim da escala de trabalho 6 por 1;
- Modificações nas regras trabalhistas;
- Mudanças no mandato de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF);
- Propostas para a segurança pública;
- Anistia aos condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro.
O estudo também mensurou o interesse geral do eleitorado pelo processo eleitoral e o comportamento de voto registrado no primeiro turno.
