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Economia

Produção de veículos cai em setembro, mas vendas e projeções sobem no Brasil

A produção de veículos no Brasil caiu 1,1% em setembro ante agosto, mas as vendas subiram 2,3% e a Anfavea revisou projeções para o ano.

Redação•07 de out. de 2026, 16:38
Produção de veículos cai em setembro, mas vendas e projeções sobem no Brasil
Imagem: site

Produção de veículos cai em setembro, mas vendas e projeções sobem no Brasil

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A produção de veículos no Brasil registrou queda de 1,1% em setembro, na comparação com o mês de agosto, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No mesmo período, as vendas de veículos novos subiram 2,3%.

Em relação a setembro do ano passado, a produção apresentou alta de 10,2%, totalizando 268,3 mil unidades — número que engloba carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado entre janeiro e setembro, a fabricação nacional cresceu 8,7%, alcançando 2,17 milhões de veículos.

As vendas de veículos novos, calculadas pelo número de unidades licenciadas, também avançaram na comparação anual. O mês de setembro registrou 281,4 mil emplacamentos, o que representa um aumento de 15,7% ante o mesmo período de 2025. No acumulado de 2026, as vendas sobem 18,1%, chegando a 2,26 milhões de veículos.

No setor de comércio exterior, as exportações caíram 24,2% em setembro na comparação anual, somando 39,8 mil unidades. Em contrapartida, as importações cresceram 34,9% no mesmo recorte, atingindo 57.196 veículos.

Anfavea eleva projeções para 2026

Diante dos resultados, a Anfavea revisou para cima as estimativas de fechamento de 2026 para a produção e a venda de autoveículos no Brasil. A expectativa atual aponta para o alcance de 3,1 milhões de unidades emplacadas no ano, alta de 15,2% frente a 2025 e patamar de vendas que não era atingido desde 2014.

A produção nacional deve superar 2,8 milhões de unidades, registrando um crescimento de 6,7% e o melhor resultado desde 2019. O desempenho é impulsionado pelo terceiro trimestre e liderado pelo mercado interno de automóveis e comerciais leves, com expectativa de alta de 16,4% no ano e avanço de 22,5% nas vendas acumuladas.

O segmento de veículos de entrada cresceu com o acréscimo de 84 mil unidades, impulsionado pelo programa Carro Sustentável. Já os veículos eletrificados somaram 242 mil unidades vendidas, com os elétricos puros triplicando as vendas e alcançando 20,1% de participação entre os leves zero quilômetro. Em contrapartida, os veículos pesados devem fechar o ano com retração de 6,5%.

As exportações foram revisadas para baixo, com queda esperada de 17,7%, reflexo da retração na Argentina e da maior presença de veículos chineses na América do Sul. De janeiro a setembro, o Brasil exportou 334 mil unidades (queda de 23%). As importações acumuladas no ano chegaram a 463,9 mil autoveículos (alta de 30,4%), sendo que os carros de origem chinesa correspondem a 55% desse total e ocupam 11,3% do mercado nacional.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que o aquecimento do mercado doméstico impulsiona a produção e a geração de empregos, mas alertou sobre os impactos da alta das importações e do recuo das exportações. Segundo o executivo, parte do crescimento da produção ocorre por meio da montagem de veículos totalmente desmontados importados da China (sistemas SKD e CKD), que utilizam pouca mão de obra local. Das 173 mil unidades adicionais produzidas no país neste ano, 123 mil vieram desse modelo de montagem.

Cenário político e eleições

Sobre o cenário político, Igor Calvet afirmou que, independentemente do resultado das eleições, o próximo governo precisará implementar uma agenda de ajuste fiscal. O presidente da entidade declarou que a associação atua com diferentes gestões, sem se posicionar na disputa presidencial entre candidatos de direita ou de esquerda.

Fonte: https://g1.globo.com/carros/noticia/2026/10/07/producao-de-veiculos-cai-em-setembro-mas-vendas-sobem.ghtml

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