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Proibição das bets gera insegurança jurídica e afeta clubes, diz Sou do Esporte

Presidente do Sou do Esporte critica proibição de apostas no Brasil, aponta insegurança jurídica e impactos financeiros negativos para clubes de futebol.

Redação•26 de set. de 2026, 10:05
Proibição das bets gera insegurança jurídica e afeta clubes, diz Sou do Esporte
Imagem: site

Proibição das bets gera insegurança jurídica e afeta clubes, diz Sou do Esporte

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A decisão do governo federal de proibir o funcionamento de apostas esportivas e cassinos online no Brasil tem sido criticada por especialistas do setor. Fabiana Bentes, fundadora e presidente do instituto Sou do Esporte, classificou a medida como eleitoreira e irresponsável, afirmando que a iniciativa gera forte insegurança jurídica e prejudica diretamente os clubes de futebol.

O anúncio da medida provisória foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. De acordo com o texto, os sites e aplicativos deverão sair do ar em 6 de outubro, enquanto a publicidade e os patrocínios vinculados às casas de apostas precisam ser retirados até o dia 5. A determinação ocorre a menos de três anos da aprovação do marco regulatório pelo Congresso Nacional, período em que cada autorização custou 30 milhões de reais às empresas.

Segundo Fabiana Bentes, a quebra repentina de contratos de dois ou três anos firmados pelos clubes com as plataformas vai impactar os orçamentos voltados à compra de jogadores e novos investimentos. A presidente do Sou do Esporte também avalia que a decisão resultará em uma onda de processos judiciais por parte das empresas em busca de ressarcimento.

Outro ponto destacado é o avanço do mercado clandestino. Para o instituto, a saída das operadoras legalizadas — que pagam impostos e contribuem para o ecossistema — abrirá espaço para plataformas ilegais, cuja fiscalização é considerada deficiente no país. Bentes argumenta que o vício e os problemas sociais não serão solucionados pela proibição e que a medida trará apenas malefícios.

Dados divulgados pelo Sou do Esporte, com metodologia da EY e base em números do IBGE, apontam que o setor esportivo representa 1,69% do PIB brasileiro, movimentando 183,4 bilhões de reais e gerando 3,3 milhões de postos de trabalho. Desse total, os clubes respondem por 4,41%, o equivalente a 8,1 bilhões de reais. Um novo estudo com financiamento de emenda do senador Carlos Portinho (PL) terá início nos próximos dois meses para abranger o período até 2027 e incluir o impacto das bets.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/proibicao-das-bets-cria-inseguranca-juridica-e-prejudica-clubes-diz-presidente-do-sou-do-esporte/

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