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Proibição de bets por Lula gera divergências internas no Planalto

A assinatura de Medida Provisória pelo presidente Lula proibindo as bets no Brasil gerou insatisfação e debates acalorados entre integrantes do governo.

Redação•03 de out. de 2026, 16:00
Proibição de bets por Lula gera divergências internas no Planalto
Imagem: site

Proibição de bets por Lula gera divergências internas no Planalto

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A decisão adotada na semana passada pelo presidente Lula de assinar uma Medida Provisória para proibir as bets no país provocou divergências e insatisfação no governo. O descontentamento atinge integrantes da gestão que participaram diretamente da regulamentação das casas de apostas no início da administração petista.

Segundo essa ala governista, o chefe do Executivo agiu impulsionado por motivações eleitorais e pela influência da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. O grupo argumenta que a medida não solucionará o endividamento e a ludopatia — problemas apontados pelo Palácio do Planalto como justificativas para a proibição.

A própria Medida Provisória destaca o impacto sanitário da atividade: “As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas”.

Para acompanhar o cenário, o governo instituiu um gabinete de crise na Casa Civil. O colegiado tem realizado reuniões diárias na sede do governo, marcadas por debates intensos.

Um dos argumentos contrários à medida, levantado por um integrante de peso do governo, aponta que, mesmo após a determinação presidencial de proibir as plataformas, 30.000 novos sites de apostas foram criados e já operam plenamente.

A ala dissidente também avalia que o presidente comprou um conflito desnecessário com clubes de futebol e emissoras de televisão — muitos deles com patrocínios de casas de apostas —, justamente às vésperas do primeiro turno de um pleito presidencial considerado um dos mais acirrados da história.

A estratégia de Lula com o anúncio é tentar abrir vantagem frente a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. Dados de uma pesquisa do Datafolha divulgada na última quinta-feira indicam que 78% da população apoia o fim das bets.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/decisao-de-lula-em-proibir-bets-provoca-divergencias-dentro-do-planalto/

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