Alunos do ensino médio bloquearam os acessos a estabelecimentos de ensino em diversas regiões da França nesta segunda-feira (5), em protesto contra a situação da educação no país. De acordo com Maud Bregeon, porta-voz do governo francês, entre 400 e 500 escolas tiveram as atividades paralisadas devido às manifestações. Ela declarou que o governo manterá as medidas adotadas pelo período necessário.
Bregeon classificou como inadmissíveis os episódios de violência extrema registrados nos últimos dias nas proximidades dos colégios, relatando que policiais, gendarmes, bombeiros, profissionais da educação, jornalistas e alunos foram alvos de ataques. A porta-voz pontuou que o governo distingue manifestações pacíficas de atos de violência urbana, afirmando que a administração está aberta a reivindicações legítimas, mas que o foco principal das autoridades é o restabelecimento da ordem.
Na capital francesa, estudantes bloquearam a entrada do Liceu Turgot com cartazes contendo frases como “Para sermos ouvidos, não para sermos gaseados” e “Eles queriam ser ouvidos, acabaram sendo maltratados”. Na região de Aubervilliers, manifestantes protestaram em frente ao Liceu Henri Wallon exibindo mensagens que exigiam igualdade nos colégios e criticavam a atuação policial.
O estudante Kays Dhimel, de 18 anos, relatou que a mobilização busca exigir melhorias e defender que o Ministério da Educação Nacional proporcione suporte igualitário para instituições de ensino em todo o território nacional, e não somente para aquelas situadas perto de Paris.
A porta-voz do governo atribuiu os atos de agressão a delinquentes e provocadores, ressaltando a responsabilidade dos pais quando os envolvidos forem menores de idade e reforçando que a prioridade estatal consiste em garantir a segurança pública.
