NewsHub
Mundo

Protestos na França mobilizam 500 mil pessoas, deixam um morto e quase 1.800 presos

Protestos contra o custo de vida na França reuniram 500 mil pessoas no sábado, resultando em um morto, quase 1.800 prisões e danos severos em várias cidades.

Redação•18 de out. de 2026, 09:30
Protestos na França mobilizam 500 mil pessoas, deixam um morto e quase 1.800 presos
Imagem: site

Protestos na França mobilizam 500 mil pessoas, deixam um morto e quase 1.800 presos

Ouça esta matéria em voz alta

A França contabiliza os estragos de um dos episódios mais violentos de distúrbios dos últimos anos, após protestos realizados no sábado, 17, reunirem mais de 500 mil pessoas em dezenas de cidades do país. Os atos, motivados pelo aumento do custo de vida, pela precarização dos serviços públicos, por cortes nos gastos públicos e por desigualdades, resultaram na morte de um manifestante, além de deixarem mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 pessoas presas, de acordo com informações da agência Reuters.

Embora grande parte das manifestações tenha ocorrido de forma pacífica, grupos violentos entraram em confronto com as forças de segurança, atacaram prédios públicos e veículos oficiais, e saquearam estabelecimentos comerciais, incluindo boutiques de luxo e supermercados. Em Limoges, no sudoeste do país, a prefeitura — um edifício histórico de 143 anos — foi incendiada e parcialmente destruída. O prefeito Guillaume Guérin declarou à Reuters que houve intenção premeditada de incendiar o local, relatou que os presentes temeram por suas vidas e ameaçou renunciar caso a cidade não receba 1 milhão de euros para cobrir os reparos.

A capital Paris registrou um número recorde de 855 prisões, segundo a Reuters, com vitrines quebradas, muros pichados e bicicletas incendiadas. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou que mais de 500 agentes ficaram feridos em todo o território nacional e que centenas de estabelecimentos comerciais foram danificados. Em Bordeaux, uma multidão mascarada invadiu a residência do representante local do Estado, e cerca de cem lojas teriam sido saqueadas, conforme o prefeito Thomas Cazenave. Em Marselha, o prefeito Benoît Payan anunciou auxílio financeiro emergencial para os comerciantes locais prejudicados.

O impacto econômico também atingiu grandes redes. O presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, informou à emissora BFMTV que 50 lojas da empresa sofreram danos, sendo 20 delas saqueadas, com prejuízos estimados na casa das dezenas de milhões de euros. O ministro da Economia, Roland Lescure, prometeu suporte aos empresários afetados e afirmou que os vândalos deverão pagar pelos prejuízos e responder criminalmente.

O movimento teve início no mês passado por meio de estudantes que protestavam contra as condições das escolas e a falta de professores em bairros periféricos de baixa renda, expandindo-se posteriormente para abranger a insatisfação social geral. A escalada de violência elevou a pressão sobre o governo do presidente Emmanuel Macron e do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que atribuiu os atos de vandalismo à extrema esquerda e a criminosos, a menos de um ano da próxima eleição presidencial. A expectativa é de que Macron se pronuncie à nação neste domingo, às 20h no horário local.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/protestos-na-franca-levam-500-mil-as-ruas-deixam-um-morto-e-1-800-presos/

Tags:
Compartilhar