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Protocolo Código R no metrô de SP: especialistas explicam atendimento a paradas cardíacas

Especialistas detalham o funcionamento do protocolo 'Código R' e a corrente de sobrevivência adotada pelo metrô de São Paulo em casos de parada cardíaca.

Redação•26 de set. de 2026, 10:34
Protocolo Código R no metrô de SP: especialistas explicam atendimento a paradas cardíacas
Imagem: site

Protocolo Código R no metrô de SP: especialistas explicam atendimento a paradas cardíacas

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O atendimento rápido diante de uma parada cardíaca pode ser determinante entre a vida e a morte. No metrô de São Paulo, um protocolo específico denominado “Código R” é acionado para mobilizar funcionários treinados e iniciar os procedimentos de socorro antes mesmo da chegada de uma equipe médica.

As informações foram detalhadas pelos especialistas Sérgio Timerman, cardiologista e diretor do Centro de Parada Cardíaca, do Time de Resposta Rápida e de Ciência da Ressuscitação do InCor do HC-FMUSP, e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE, durante o programa CNN Sinais Vitais, com o Dr. Kalil, gravado em uma das estações do metrô paulistano.

Como funciona o Código R

Segundo Sérgio Timerman, ao identificar uma pessoa em parada cardíaca no metrô de São Paulo, os seguranças da estação acionam imediatamente o chamado “Código R”. “Na estação Clínicas ou qualquer estação no metrô, os seguranças estão completamente preparados”, afirmou o cardiologista.

A partir desse acionamento, um funcionário capacitado se dirige ao local para iniciar os procedimentos necessários, seguindo o que os especialistas denominam de “corrente da sobrevivência”. Timerman explicou que a corrente da sobrevivência é composta por seis elos, sendo que três deles ocorrem antes da chegada de qualquer serviço médico:

  • Reconhecer a parada cardíaca;
  • Chamar pelo socorro;
  • Iniciar as compressões cardíacas de maneira eficaz, até a chegada do desfibrilador.

O especialista destacou que grande parte das paradas cardíacas ocorre em razão de um ritmo caótico no coração, tornando o uso do desfibrilador fundamental nos elos seguintes da cadeia de atendimento.

Desidratação e parada cardíaca em idosos

A médica emergencista Camila Lunardi abordou a relação entre desidratação grave e parada cardíaca, especialmente em pessoas idosas. Ela explicou que uma das causas da parada cardíaca é a hipovolemia, definida como a redução do volume de sangue que circula pelo organismo.

“Se o paciente já tem um coração mais doente, que é o que acontece com o idoso, por exemplo, e diminui rapidamente aquele volume de sangue que circula por ele por conta da desidratação, ele corre o risco de perfundir muito mal o coração e esse coração vir a parar”, detalhou Lunardi.

A médica ressaltou que esse tipo de parada cardíaca é diferente daquele observado em pacientes que estavam estáveis e sofreram um infarto de forma súbita. “Ela é um pouco mais insidiosa, ela é mais lenta de acontecer, mas pode acontecer”, afirmou.

Taxa de sobrevida no metrô de SP

De acordo com Sérgio Timerman, o metrô de São Paulo conta com esse sistema de atendimento há 20 anos. Os resultados apontados são expressivos: na primeira pesquisa realizada, a taxa de sobrevida já era de 34%, e atualmente atinge aproximadamente 40%.

“Se você tiver que ter uma parada cardíaca em São Paulo, que seja aqui dentro do metrô”, concluiu Timerman, destacando a eficiência do protocolo em comparação a outros locais de grande circulação de pessoas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/parada-cardiaca-como-age-o-metro-de-sp-dr-kalil-e-especialistas-explicam/

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