O senador Randolfe Rodrigues (PT) não conseguiu se reeleger para o Senado Federal pelo estado do Amapá nas eleições realizadas neste domingo (4). Atual líder do governo no Congresso Nacional, ele ocupava a cadeira desde 2010 e terminou a disputa na terceira colocação, registrando 18,55% dos votos totais.
De acordo com a apuração divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as vagas ao Senado foram conquistadas por Rayssa Furlan (Pode), que obteve 29,98% dos votos, e por Lucas Barreto (PSD), que alcançou 24,22%.
Ao longo de sua trajetória política, Randolfe teve passagens por diferentes siglas, tendo sido filiado ao PT, PSOL, Rede e ficado um período de um ano sem partido. Em 2024, retornou ao PT após anunciar sua saída da Rede. A desfiliação anterior ocorreu em decorrência da decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de rejeitar o licenciamento ambiental para a exploração de petróleo na margem equatorial do país.
Declarações e próximos passos
Após a divulgação dos resultados, Randolfe Rodrigues agradeceu aos eleitores e destacou ter muito orgulho de sua atuação nos últimos anos. "Nas eleições, na democracia, ao vencedor, não cabe a soberba, ao derrotado, não cabe o ódio", afirmou, aproveitando para cumprimentar os parlamentares eleitos.
O candidato também declarou que voltará seus esforços para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) no dia 25 de outubro. "Os tempos são desafiadores, é tarefa de cada um de nós, a partir de amanhã, para defender a democracia, para defender o melhor do Brasil, se engajar na candidatura de Lula presidente. É em torno disso que estarei dedicado. O Amapá sempre foi e sempre será a minha causa", pontuou.
Cenário partidário no Senado
No pleito deste ano, o Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, foi a sigla que mais elegeu representantes na Casa Alta, garantindo 19 novos senadores e formando a maior bancada do Senado para o próximo ano. Já o Partido dos Trabalhadores (PT) elegeu 6 parlamentares, passando a contar com 9 assentos no total.
A distribuição das maiores bancadas no Senado fica configurada da seguinte forma:
- PL: 28 senadores
- PT: 9 senadores
- MDB: 8 senadores
- Republicanos: 6 senadores
- PP: 6 senadores
- União: 5 senadores
- PSD: 5 senadores
- PSB: 4 senadores
- Novo: 3 senadores
- Podemos: 2 senadores
- PSDB: 2 senadores
- Rede: 1 senador
- PDT: 1 senador
- Sem partido: 1 senador
