O governo federal informou nesta quinta-feira (17) que o reajuste do programa Bolsa Família resultará em um impacto financeiro de R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos em 2026. Além disso, a equipe econômica projeta um custo adicional de R$ 22 bilhões para o ano seguinte.
Com a alteração, o piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média do benefício subirá de R$ 675 para R$ 777. O início dos pagamentos com os novos valores está programado para outubro.
O ministro Bruno Moretti, da Pasta de Planejamento e Orçamento, declarou que o governo possui margem fiscal disponível para os anos de 2026 e 2027 a fim de aplicar a atualização. “Do ponto de vista fiscal, é importante que lembre que isso está sendo feito absolutamente dentro das nossas regras”, afirmou.
Segundo a equipe econômica, a medida foi viabilizada após uma verificação que apontou sobra de recursos no Orçamento de 2026 decorrente do fim da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para cobrir o custo em 2027, Moretti explicou que a proposta orçamentária enviada ao Congresso passará por ajustes.
O ministro detalhou que o dinheiro extra para garantir os novos montantes virá do remanejamento de outras despesas que apresentaram sobras, principalmente da previdência social. “O impacto para esse ano, a partir da folha de outubro, é de R$ 5,8 bilhões. Para ano que vem, é em torno de R$ 22 bilhões. Nós vamos ajustar a peça orçamentária de 2027 para que dentro do impacto fiscal que nós temos, a gente acomode o reajuste do Bolsa Família”, pontuou.
A divulgação da medida ocorre a poucos dias das eleições presidenciais. Nas pesquisas de intenção de voto para simulações de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem aparecido em desvantagem numérica em relação ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
