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Reforma tributária e eleições: o impacto estratégico para empresas

O debate político sobre a reforma tributária gera incertezas nas empresas. Especialista alerta que planejamento estratégico deve prevalecer sobre especulações eleitorais.

Redação•14 de set. de 2026, 16:33
Reforma tributária e eleições: o impacto estratégico para empresas
Imagem: site

Reforma tributária e eleições: o impacto estratégico para empresas

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O dilema empresarial frente às eleições e à reforma tributária

A menos de quatro meses para o início de etapas cruciais da reforma tributária, o cenário eleitoral introduziu um clima de incerteza no ambiente corporativo. O debate político tem aberto margem para especulações sobre possíveis revisões, alterações ou até adiamentos do novo sistema, o que gera dúvidas sobre o planejamento para 2027.

Para Ulisses Brondi, advogado especialista em Direito Tributário e CEO da ASIS Tax Tech, o cenário político não deve paralisar as empresas. Segundo ele, esperar por hipóteses eleitorais é um erro estratégico. "A empresa pode acompanhar o debate político, mas não é recomendável administrar o negócio com base em uma hipótese", afirma o especialista.

Preparação operacional vai além da legislação

O impacto da reforma exige uma reestruturação que ultrapassa a atualização de sistemas. As empresas precisam analisar detalhadamente a formação de preços, margens de lucro, fluxo de caixa, aproveitamento de créditos e a seleção de fornecedores.

Um exemplo urgente citado por Brondi é o prazo de 30 de setembro para micro e pequenas empresas decidirem sobre o ingresso ou manutenção no Simples Nacional para 2027. A decisão sobre o modelo híbrido de recolhimento de tributos (IBS e CBS) é determinante para a competitividade no mercado B2B.

Mudanças a partir de 2027

O início de 2027 será marcado pela extinção de PIS e Cofins, a implementação da CBS, a chegada do Imposto Seletivo e a cobrança inicial do IBS com alíquota de 0,1%. O especialista reforça que a reforma deve ser tratada como um projeto de negócio, e não apenas uma obrigação fiscal.

"Adiar a análise agora pode significar descobrir em janeiro que a estrutura escolhida compromete a competitividade", alerta Brondi. Empresas que dependem de incentivos fiscais devem ter atenção redobrada, pois a redução de benefícios exigirá uma revisão profunda na estrutura de custos, sem a garantia de que o mercado absorverá repasses de preços.

Conclui-se que a preparação antecipada será o diferencial competitivo entre as companhias que enxergaram a transição como um movimento estratégico da operação e aquelas que deixaram as decisões para o momento da implementação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/o-alerta-sobre-os-impactos-da-eleicao-nos-proximos-passos-da-reforma-tributaria/

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