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Relatório revela tentativas de suicídio em grupo de ataque do USS Abraham Lincoln

Relatório da Marinha dos EUA enviado ao Senado aponta oito tentativas de suicídio em grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Redação•24 de set. de 2026, 07:41
Relatório revela tentativas de suicídio em grupo de ataque do USS Abraham Lincoln
Imagem: site

Relatório revela tentativas de suicídio em grupo de ataque do USS Abraham Lincoln

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Um documento da Marinha dos Estados Unidos aponta que oito militares vinculados ao grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln tentaram suicídio durante um período que envolveu operações de combate contra o Irã. O navio também registrou um recorde moderno de permanência no mar.

As informações foram divulgadas pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao, em respostas enviadas por escrito à senadora Kirsten Gillibrand, integrante do Comitê de Serviços Armados do Senado. Conforme o documento datado de terça-feira, nenhum militar faleceu em decorrência de suicídio ao longo do desdobramento.

A proporção de tentativas de suicídio entre os marinheiros que integravam o grupo de ataque do Lincoln manteve-se aproximadamente alinhada aos índices registrados em toda a Marinha dos EUA na ativa no ano de 2024, período mais recente com dados divulgados pelo Pentágono. Naquele ano, a instituição contabilizou 356 tentativas de suicídio em um contingente de cerca de 337 mil militares na ativa.

Segundo Cao, o total de oito ocorrências abrange a tripulação do porta-aviões, marinheiros da ala aérea, da equipe do grupo de ataque, do esquadrão de destróieres, das embarcações de escolta e de esquadrões de aviação embarcados. Cerca de 6 mil a 7 mil marinheiros foram mobilizados no grupo de ataque, composto por aproximadamente meia dúzia de embarcações, com o porta-aviões permanecendo fora do porto por mais de seis meses.

Um oficial militar dos Estados Unidos avaliou que o número de ocorrências é elevado, destacando que desdobramentos habituais de grupos de ataque costumam registrar uma ou duas ocorrências anuais. O oficial apontou que a pressão decorrente de operações de combate é superior à de missões regulares, agravada pela ausência de escalas em portos e por alertas contínuos.

A senadora Kirsten Gillibrand criticou a condução do governo em declaração divulgada na quarta-feira (23), afirmando que as condições enfrentadas pelas tropas mostram-se sérias e deteriorantes, além de apontar falta de suporte adequado aos militares.

O USS Abraham Lincoln contou com diversos recursos voltados à saúde mental a bordo, incluindo cinco capelães, um conselheiro de prevenção integrado, um psicólogo, um assistente social clínico, três técnicos de saúde comportamental e um cão de instalação expedicionária, conforme detalhado na carta de Cao.

O relatório também confirmou episódios em que marinheiros caíram ou tentaram ir ao mar. Um militar da ala aérea caiu do navio no início de agosto, sendo rapidamente resgatado e atendido pela equipe médica. Em março, outro marinheiro tentou ir ao mar, foi contido por colegas de bordo, recebeu atendimento imediato e retornou ao porto de origem.

A Marinha informou anteriormente que não identificou aumento em ideações ou tentativas suicidas na embarcação, ressaltando a disponibilidade de profissionais religiosos, médicos e de saúde mental. Uma autoridade americana declarou ainda que a instituição não observa correlação entre o tempo de desdobramento e pensamentos de automutilação, acrescentando que incidentes de homem ao mar não se restringem a este grupo.

Tripulantes que atuam no Lincoln relataram moral baixo e relatos frequentes de ideação suicida entre colegas, além de dificuldades estruturais em banheiros, bebedouros e fornecimento de água quente. O navio deixou o Oriente Médio em agosto e tem previsão de retorno a San Diego nas próximas semanas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/uss-abraham-lincoln-saude-mental/

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