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Renan Santos chama Eduardo Bolsonaro de lacaio de Trump em sabatina

Em sabatina de VEJA, o candidato Renan Santos criticou Eduardo Bolsonaro, abordou a política externa dos EUA, a polarização e segurança pública.

Redação•16 de set. de 2026, 23:56
Renan Santos chama Eduardo Bolsonaro de lacaio de Trump em sabatina
Imagem: site

Renan Santos chama Eduardo Bolsonaro de lacaio de Trump em sabatina

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Durante sabatina realizada por VEJA nesta quarta-feira, 16, o candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, classificou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) como um “lacaio” da família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para o candidato, Eduardo atua para defender os interesses do núcleo político e familiar de Trump e representaria um risco caso assumisse um cargo de comando na política externa brasileira.

“O Eduardo Bolsonaro é um imbecil completo. O papel dele é justamente esse, é um lacaio no governo Trump”, declarou Renan. Em seguida, o candidato detalhou que o ex-deputado serviria ao lobby da família Trump em Mar-a-Lago, nos Estados Unidos, e atuaria como representante da política externa trumpista no Brasil. Na visão de Renan, a possibilidade de o deputado ser nomeado chanceler do país é tratada como “um perigo”. Apesar das críticas, o candidato também definiu Eduardo como um “idiota perigoso”, em um momento em que respondia sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o uso do tema na campanha de Flávio Bolsonaro.

Ao comentar as ações do governo americano em relação ao Brasil, Renan afirmou que não vê “com bons olhos” a postura dos Estados Unidos, criticando especialmente a projeção de poder sobre a América Latina em temas como o combate às drogas. “Eles são o maior mercado consumidor de drogas do mundo”, afirmou. “Então, vejo com muita preocupação o que está acontecendo.”

Questionado sobre Flávio Bolsonaro, Renan avaliou que o senador poderia obter dividendos eleitorais ao explorar a crise do STF contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ponderou que o parlamentar “atualmente não tem moral”. O candidato ainda criticou a polarização entre lulistas e bolsonaristas em torno de denúncias de corrupção e da atuação do STF, afirmando que ambos os grupos adotam uma postura pragmática ao tolerar problemas internos e apontar falhas nos adversários. “É o sujo falando do mal-lavado”, disse.

Segundo Renan, a disputa eleitoral atual estaria negligenciando temas de interesse direto dos eleitores. Em viagens recentes por regiões como Nordeste, Sul e Centro-Oeste, o candidato afirmou não ter observado a mesma intensidade de polarização nas ruas em comparação a pleitos anteriores, classificando a campanha como “morta” e apontando que parte do eleitorado ainda não decidiu o voto.

Sobre segurança pública, Renan foi questionado acerca de sua admiração pelas políticas de El Salvador contra facções criminosas. O candidato pontuou que não pretende replicar integralmente o modelo estrangeiro, destacando que as particularidades do crime organizado brasileiro — como a atuação internacional do PCC, o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro por meio de empresas e do mercado financeiro — demandam respostas específicas. Questionado sobre sua promessa de “acabar com as favelas”, o candidato iniciou a explicação citando demandas de urbanização, saneamento e infraestrutura antes que a entrevista fosse interrompida.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/eduardo-bolsonaro-e-um-lacaio-de-trump-diz-renan-santos-em-sabatina-de-veja/

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