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Renan Santos defende misturar facções rivais em prisões e "punir lá dentro"

O candidato à Presidência Renan Santos propôs, em entrevista à CNN, misturar facções rivais em presídios e criar 300 mil novas vagas inspirando-se no modelo de El Salvador.

Redação•04 de set. de 2026, 00:36
Renan Santos defende misturar facções rivais em prisões e "punir lá dentro"
Imagem: site

Renan Santos defende misturar facções rivais em prisões e "punir lá dentro"

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Candidato propõe modelo inspirado em El Salvador

Em entrevista concedida à CNN Brasil nesta quinta-feira (3), o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu uma mudança radical no sistema penitenciário brasileiro. Ele sugeriu a mistura de facções rivais dentro das prisões, utilizando o modelo de segurança de El Salvador como principal referência para sua proposta.

Ao ser questionado sobre como lidar com as possíveis agressões que essa ação desencadearia entre os detentos, Renan explicou sua visão sobre a disciplina carcerária: “O agente da penitenciária tem que impedir que um coleguinha bata no outro, é questão de punir lá dentro se estão arrumando briga. Temos que estabelecer disciplina e que venham a trabalhar lá dentro”, afirmou o candidato.

Expansão do sistema e investimento bilionário

Renan Santos detalhou o plano para implementar esses pontos na segurança nacional caso seja eleito. Segundo ele, o país necessita de 300 mil novas vagas em presídios, com unidades capazes de abrigar até 30 mil pessoas cada. O investimento estimado é de 150 a 200 milhões de dólares por presídio.

“Precisa de esforço nacional. Tem que ter segurança de presídio federal e capacidade de absorver pessoas na cadeia”, declarou, ressaltando que a estrutura deve ser robusta o suficiente para suportar o contingente carcerário.

Combate ao crime organizado e críticas à leniência do Estado

Indagado sobre o risco de essas grandes penitenciárias gestarem novas facções criminosas — a exemplo do PCC (Primeiro Comando da Capital), que nasceu e cresceu dentro do sistema prisional brasileiro —, Renan rebateu as críticas. “O mundo inteiro tem grandes cadeias e presídios e consegue escapar desse problema, é que nós que escolhemos não combater o crime”, argumentou.

O candidato criticou duramente a postura das autoridades brasileiras frente ao crime organizado, afirmando que as facções começaram a atuar e tomar territórios enquanto o Estado aceitava passivamente. “O governo reconhece a existência da facção. O governo reconhece que a facção tem poder dentro do presídio. Os políticos têm que ser duros para entender que é uma guerra. Ele tem que entender que não há possibilidade de existir uma facção que ocupe bairro, favela, presídio, porto… fomos lenientes por muito tempo, a população aceitou isso”, concluiu.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/a-cnn-renan-defende-misturar-faccoes-rivais-na-prisao-e-punir-la-dentro/

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