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Renan Santos retoma proposta de reforma e defende limites para poderes do STF

Candidato à Presidência pelo Missão defende afastamento de ministros, fim de decisões monocráticas e restrições a escritórios de familiares.

Redação•17 de set. de 2026, 15:59
Renan Santos retoma proposta de reforma e defende limites para poderes do STF
Imagem: site

Renan Santos retoma proposta de reforma e defende limites para poderes do STF

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Em meio a um cenário de crise, o candidato à Presidência da República pelo Missão e coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, retomou nesta quinta-feira (17) propostas para uma reforma do STF (Supremo Tribunal Federal) e voltou a criticar a atuação dos ministros da Corte.

Durante agenda na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, o político reafirmou a defesa pelo afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Entre as mudanças sugeridas para o Supremo, Renan defendeu a retirada do poder dos magistrados para julgar deputados e senadores, o encerramento das decisões monocráticas e a criação de um filtro para os processos protocolados no Tribunal, medida que, segundo ele, facilitaria a análise de casos concretos.

O candidato também abordou a conduta dos magistrados e propôs a extinção da prerrogativa que permite a existência de escritórios de advocacia ligados a familiares de membros do STF, situação que classificou como um "absurdo".

Impacto institucional e críticas ao sistema

Para Renan Santos, o enxugamento do Judiciário reduziria as chances de interferência de entes públicos e privados, aprimorando o funcionamento da Corte. "Isso vai retirar boa parte do poder do STF de fazer negócios e ter poder sobre os demais Poderes. E assim reduzir eles apenas à sua função central, que é ser uma corte estritamente constitucional", declarou a repórteres.

O político também questionou a possibilidade de ministros votarem em processos que julgam suas próprias condenações, classificando a situação como um "caso muito bizarro". De acordo com ele, os magistrados "não estão acima da lei" e a atuação em apurações que os envolvam gera impactos na estabilidade institucional do país.

As críticas à Suprema Corte ganharam força após a recente crise institucional envolvendo análises de acusações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça. Mendonça enviou um pedido de investigação contra Moraes devido a relações com Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, ao mesmo tempo em que a conduta do próprio magistrado na condução do caso também foi questionada no Tribunal.

"Porque, se o que eles vêm fazendo é ilegal, eles acabam interferindo não apenas no sistema normativo brasileiro, mas na própria ideia de que nós temos um Estado Democrático de Direito, porque eles estão acima da lei", concluiu Renan.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/em-meio-a-crise-renan-retoma-proposta-de-reforma-que-limite-poderes-do-stf/

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