O partido Republicanos traçou o objetivo de comandar três dos quatro estados da região Sudeste após o período eleitoral. Com os governos de São Paulo e Minas Gerais já assegurados, a legenda liderada por Marcos Pereira concentra esforços na campanha de Lorenzo Pazolini no Espírito Santo para fortalecer sua influência em âmbito nacional, contando com o reforço de ex-aliados de seu adversário no segundo turno.
O PSD foi a primeira legenda a declarar apoio a Pazolini na nova fase da disputa. Na sequência, as direções nacionais do Podemos e do União Brasil também anunciaram adesão. Ambas as siglas faziam parte da coligação do candidato Ricardo Ferraço (MDB) no primeiro turno, o que significa que o apoio ao Republicanos surge de dentro da própria aliança rival.
No Podemos, a aliança foi fechada entre Renata Abreu e Marcos Pereira. No caso do União Brasil, o presidente nacional Antonio de Rueda formalizou a posição por meio de uma nota oficial, vinculando expressamente a decisão à estratégia nacional da sigla. Com essas movimentações, as cúpulas dos dois partidos priorizaram suas diretrizes nacionais em detrimento dos acordos locais firmados na etapa anterior.
Estratégia e repercussão política
Com essa articulação, o palanque de Pazolini passa a contar com o respaldo de figuras como Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro. Caso a vitória se concretize no Espírito Santo, o Republicanos garantirá a liderança na maior parte do Sudeste e ampliará para quatro o total de governos estaduais sob seu comando, somando-se ao estado de Mato Grosso.
“O Espírito Santo pode sair desta eleição com mais força política e maior participação nas decisões nacionais. Esses apoios ajudam a construir esse caminho. Temos a oportunidade de estreitar a parceria com São Paulo e Minas Gerais e transformar essa articulação em desenvolvimento e oportunidades para os capixabas”, afirmou Lorenzo Pazolini.
Panorama do primeiro turno
Na votação realizada em 4 de outubro, Pazolini liderou a disputa com 49,65% dos votos válidos, enquanto Ricardo Ferraço obteve 34,06%. Os dois candidatos disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
A disputa no primeiro turno também contou com Helder Salomão (PT), que alcançou o terceiro lugar com 15,32% dos votos válidos, seguido por Breno Barcelos (Missão), com 0,85%, e Rafael Demuner (UP), que registrou 0,13%.
