A rede de brinquedos Ri Happy e outras cinco empresas do grupo, incluindo a PBKids, protocolaram um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo no domingo (18). O objetivo da medida é renegociar um total de R$ 827,4 milhões em dívidas. O processo aguardava uma decisão judicial nesta segunda-feira (19). Do montante total de créditos incluídos no plano, credores detentores de R$ 308,8 milhões — o equivalente a 42,38% — já aderiram à renegociação.
De acordo com o documento apresentado à Justiça, as dificuldades financeiras foram causadas por uma série de fatores, incluindo os reflexos da pandemia, a alta dos juros, a diminuição nas vendas do varejo e a concorrência de plataformas internacionais de comércio eletrônico. O grupo também apontou que a carga tributária elevada sobre produtos comercializados por empresas nacionais coloca o varejo local em desvantagem frente às importações de menor valor.
Em nota, a Ri Happy destacou que a recuperação extrajudicial integra uma estratégia de reestruturação financeira e operacional iniciada após a aquisição do controle pela BluSun Capital Partners em 31 de agosto. A empresa garantiu que tanto as lojas físicas quanto os canais digitais continuam operando normalmente, com foco na preparação para as vendas de Black Friday e Natal. Atualmente, o Grupo Ri Happy conta com mais de 2.600 colaboradores e cerca de 292 unidades em funcionamento no Brasil, engajando lojas próprias e franqueadas.
Documentos do processo também evidenciam o fechamento oficial de filiais em municípios paulistas como Limeira, São Caetano do Sul, Taboão da Serra e Taubaté, além de unidades na capital do estado. A empresa é a segunda grande marca do setor de brinquedos a buscar amparo legal para reorganizar seus débitos, após a fabricante Estrela protocolar um pedido de recuperação judicial em maio.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/19/ri-happy-pede-recuperacao-extrajudicial.ghtml
