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Risco fiscal é o ponto central do trade eleitoral, diz especialista

Especialista analisa como o risco fiscal e as pesquisas eleitorais influenciam o Ibovespa, as estratégias de proteção de investidores e a movimentação do dólar.

Redação•05 de set. de 2026, 13:45
Risco fiscal é o ponto central do trade eleitoral, diz especialista
Imagem: site

Risco fiscal é o ponto central do trade eleitoral, diz especialista

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Recuperação do Ibovespa e o retorno de investidores

O Ibovespa encerrou a semana em trajetória de recuperação, impulsionado pelo retorno de investidores estrangeiros e pelas repercussões do cenário eleitoral na disputa presidencial. Em entrevista ao CNN Money, Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos, avaliou que o risco fiscal é o principal componente que movimenta o chamado 'trade eleitoral'.

O impacto do ruído político e a insegurança do investidor

Moliterno explicou que, quanto maior o ruído político, maior é a insegurança do investidor e, consequentemente, maior o prêmio exigido para alocar recursos no país. No entanto, o especialista ponderou que esse impacto ainda não se refletiu de forma significativa no mercado, observando que as taxas futuras de juros permanecem relativamente estáveis, apresentando até mesmo recuos.

O cenário pode sofrer alterações caso o conflito institucional se intensifique e passe a gerar dúvidas sobre decisões do STF, vinculando o ruído diretamente ao governo atual. Tal situação poderia pressionar tanto as taxas de juros quanto a taxa de câmbio.

Pesquisas eleitorais e a percepção de mercado

A recente valorização do Ibovespa, que chegou a registrar alta de quase 10 mil pontos em um único dia, foi associada por Moliterno à divulgação de pesquisas mostrando Flávio Bolsonaro mais próximo de Lula, indicando possibilidade de empate técnico. Ele recordou que, pouco antes, instituições como JP Morgan e Morgan Stanley haviam rebaixado a recomendação para o Brasil devido a incertezas fiscais.

Para o especialista, o ponto central do trade eleitoral reside na condução das contas públicas. O atual governo é percebido pelo mercado como detentor de uma postura mais favorável ao gasto público, com coordenadores de campanha chegando a tratar a questão fiscal como de menor relevância. Assim, a perspectiva de uma mudança na gestão fiscal, com eventual alternância de poder, surge como o principal motor da reação positiva do mercado.

Estratégias de proteção e mercado de derivativos

Diante das incertezas, gestores de renda variável têm adotado estratégias de proteção. Segundo Moliterno, o mercado de derivativos registrou maior movimentação, com investidores buscando proteção por meio da compra de dólar futuro e de opções de venda sobre o Ibovespa. Além disso, investidores internacionais montaram posições no ETF EWZ e na Petrobras via opções para limitar a exposição ao risco. Algumas posições identificadas apontavam para uma expectativa otimista de o Ibovespa atingir o patamar de 200 mil pontos até o final do ano.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/risco-fiscal-esta-no-foco-do-trade-eleitoral-diz-especialista/

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