Gadi Eisenkot, principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas próximas eleições em Israel, prometeu nesta quinta-feira (15) encerrar o domínio do Hamas sobre a Faixa de Gaza em até 18 meses após assumir o cargo. Falando próximo à fronteira com Gaza, o tenente-general da reserva e ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel declarou que a permanência do grupo no poder após três anos de conflito evidencia uma falha da atual gestão.
Segundo Eisenkot, a eliminação do Hamas será um objetivo oficial de qualquer administração liderada por ele, podendo ser executada por meio de ações alinhadas à proposta de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou por vias militares e operacionais. A promessa busca diferenciá-lo de Netanyahu no principal tema político do país desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.
Cenário eleitoral em Israel
As eleições parlamentares que definirão o futuro político de Benjamin Netanyahu estão marcadas para 27 de outubro de 2026. Analistas apontam o pleito como um verdadeiro plebiscito sobre a aprovação ou rejeição da gestão do atual premiê, em um contexto dominado por conflitos regionais, questões de segurança e debates sobre as falhas que permitiram a ofensiva de 2023, que deixou mais de 1.200 mortos.
O pleito também deve ser influenciado por fatores como o impacto demográfico da saída de cidadãos de Israel nos últimos anos, o alto custo de vida no país — apontado pela OCDE como um dos mais elevados do bloco em termos de preços comparativos —, além de leis polêmicas aprovadas recentemente, a exemplo da isenção de jovens ultraortodoxos do serviço militar e medidas de segregação por gênero em programas acadêmicos.
