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Rogério Marinho projeta comando do Senado e aponta planos do PL

Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho detalha planos para o comando do Senado e reformas no Judiciário.

Redação•28 de set. de 2026, 00:42
Rogério Marinho projeta comando do Senado e aponta planos do PL
Imagem: site

Rogério Marinho projeta comando do Senado e aponta planos do PL

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O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, revelou em entrevista às Páginas Amarelas, da revista VEJA, que é pré-candidato à presidência do Senado. O posto é considerado central para a governabilidade e para o projeto de poder do PL em um eventual sucesso na corrida ao Palácio do Planalto, além de envolver a defesa aberta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Marinho reconhece a existência de outros nomes capazes de disputar a reeleição pretendida pelo atual chefe do Legislativo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No entanto, o parlamentar potiguar já articula estratégias para o cenário em que assumiria o comando do Congresso.

"Estimamos que o PL deve chegar a 24 ou 25 senadores, o que é 30% da Casa. Com esse tamanho, ganhando a eleição presidencial, vamos reunir os demais partidos que convergem conosco e propor uma candidatura, que pode ser a minha ou pode ser de uma outra pessoa. Ficaria muito honrado em ter a oportunidade de presidir o Congresso Nacional, mas não é um fim em si mesmo", declarou Marinho.

Questionado sobre as prioridades legislativas de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, o líder da oposição destacou a urgência de uma reforma no Poder Judiciário. A proposta inclui a delimitação de competências do STF, a fixação de mandatos para os ministros, o fim das decisões monocráticas e o combate aos supersalários.

Com mandato válido até fevereiro de 2031, Marinho propõe alterações imediatas no regimento interno do Senado. O objetivo é combater o que classifica como omissão do atual presidente da Casa diante de diversos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, com foco principal em Alexandre de Moraes.

Se aprovado, o novo projeto facilitaria a abertura de processos por crime de responsabilidade contra magistrados, estabelecendo que um pedido com 49 assinaturas de senadores geraria o início automático do procedimento. Além disso, a resolução permitiria que o próprio presidente do Senado desse andamento a um processo de impeachment mesmo sem nenhuma assinatura.

Apesar das propostas, Marinho pondera que não afirma categoricamente que abriria um processo de impeachment caso seja eleito para chefiar o Congresso.

"Não quero ser exatamente como Alexandre de Moraes, que é quem acusa e quem julga. Quero me colocar no papel de magistrado. Se os elementos de prova me convencerem, votarei favorável ao afastamento em definitivo do ministro processado. Hoje, não há maioria no Senado pró-impeachment de um ministro, mesmo com todas as provas de crime de responsabilidade", afirmou à publicação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/rogerio-marinho-esboca-planos-no-senado-em-caso-de-vitoria-de-flavio-bolsonaro/

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