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Rússia nega vínculo entre venda de diesel aos EUA e negociações com Ucrânia

O Kremlin nega qualquer vínculo entre o acordo de diesel com os EUA e as negociações de paz na Ucrânia. A Rússia continua ataques a infraestrutura energética ucraniana.

Redação•13 de out. de 2026, 14:33
Rússia nega vínculo entre venda de diesel aos EUA e negociações com Ucrânia
Imagem: site

Rússia nega vínculo entre venda de diesel aos EUA e negociações com Ucrânia

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O Kremlin negou nesta terça-feira (13) qualquer relação direta entre um acordo para exportação de diesel russo aos EUA e as negociações sobre paz na Ucrânia. A afirmação foi feita em resposta a uma reportagem da Reuters, que alegou que enviados do presidente Donald Trump teriam dito a autoridades ucranianas, na sexta-feira (9), que o acordo de diesel fazia parte de uma tentativa de trazer Moscou de volta às conversas de paz.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse durante uma teleconferência diária que não há conexão direta entre as duas questões. "Trata-se de uma área de cooperação russo-americana altamente benéfica para ambas as partes", afirmou Peskov, destacando que o acordo atende aos interesses dos EUA, dos mercados globais de energia e da Rússia.

Enquanto isso, a Ucrânia suspendeu ataques a refinarias russas por dois dias, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. O acordo sobre diesel foi considerado "irrisório" por um especialista, enquanto Trump prometeu continuar buscando uma solução para o conflito.

Peskov rejeitou críticas europeias ao acordo, classificando-as como "cínicas", pois a Europa ainda compra parte do petróleo e do gás natural liquefeito russos. A Rússia continua fornecendo combustíveis a Eslováquia e Hungria, passando pela Ucrânia, através do oleoduto Druzhba.

Após o "cessar-fogo energético" anunciado por Trump no fim de semana, a Rússia não atingiu instalações de energia ucranianas, embora tenha bombardeado infraestrutura de transporte em várias cidades. Um míssil caiu próximo a uma usina de aquecimento em Lviv.

O acordo de diesel, divulgado dois dias antes do cessar-fogo, permitiu a exportação de quase 2 milhões de toneladas métricas do combustível, visando reduzir preços nos EUA. Autoridades americanas ameaçaram interromper o compartilhamento de inteligência e a venda de armas à Ucrânia se os ataques a refinarias russas não cessassem.

Zelensky afirmou que a Ucrânia não atacou refinarias russas desde o anúncio do cessar-fogo, mas a Rússia continuou a bombardear infraestrutura energética. Na noite de segunda-feira (12), a Rússia atingiu seis instalações de energia ucranianas.

Trump culpou os ataques ucranianos pela alta nos preços do diesel nos EUA, uma preocupação para o Partido Republicano antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro. Analistas, no entanto, destacam que a guerra de Trump no Irã teve maior impacto nos preços.

Quatro pessoas morreram em Kharkiv, e pelo menos uma dúzia ficou ferida em todo o país. A Força Aérea da Ucrânia informou que não recebeu alertas prévios antes de ser atacada com mísseis balísticos em Kiev.

O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, disse que Kiev continua recebendo dados de inteligência dos EUA. Ele destacou que a posição da Ucrânia se fortaleceu, fazendo referência a um comentário de Trump no Salão Oval, no ano passado, de que "não tinha as cartas na mão".

Zelensky apoiou a ideia de um cessar-fogo energético, mas acusou Moscou de violar o acordo. "Neste inverno, se a Rússia não concordar com um cessar-fogo energético, nós responderemos", disse Zelensky em uma conferência de segurança em Varsóvia.

A Força Aérea da Ucrânia registrou danos em 17 locais durante a noite, abatendo 88 dos 108 drones russos. Em Kharkiv, quatro pessoas morreram e 11 ficaram feridas em um prédio residencial. Na região de Khmelnytskyi, um hospital foi danificado.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/russia-nega-relacao-entre-venda-de-diesel-aos-eua-e-negociacoes-com-ucrania/

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