A senadora eleita Samanda de Lula (PT-RN) defendeu, nesta quarta-feira (21), em entrevista à CNN, a realização de uma reforma do Judiciário focada em ampliar o acesso da população à Justiça e em reduzir desigualdades nessa área. Segundo a parlamentar, a capacidade financeira de pagar por um bom advogado pode afetar a duração de um processo judicial. Ela também sustentou que o Congresso Nacional deve debater, com responsabilidade, alterações na conduta de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Posicionamento sobre o STF
Durante a entrevista, a petista questionou a apresentação de pedidos de impeachment contra membros da Suprema Corte pela oposição motivados por divergências políticas. Contudo, ela também defendeu que os magistrados prestem esclarecimentos quando necessário. “Eu não defendo que ministro [do STF] tenha carta branca para fazer o que quer. Alguns ministros merecem dar explicações. E a gente debater se precisa fazer alguma alteração [na Constituição]”, declarou.
Trajetória política e cenários eleitorais
Samanda foi eleita pela primeira vez ao Senado nas eleições deste ano. Ela exerceu o mandato de vereadora de Natal a partir de 2024 e assumiu a candidatura ao Senado após a decisão da governadora Fátima Bezerra de não concorrer ao cargo.
Sobre a disputa presidencial, a parlamentar avaliou a mobilização da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, apontando a combinação de engajamento de apoiadores e debates sobre propostas. Em sua avaliação, os eleitores reconhecem a necessidade de avanços e do diálogo institucional. A senadora eleita expressou confiança na reeleição de Lula no próximo domingo (25), afirmando que o eleitor observa um presidente empenhado em cumprir seu último mandato e em trabalhar pelo povo brasileiro.
Ao criticar o adversário direto de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Samanda afirmou que o concorrente não apresenta propostas ou defende medidas que não são compreendidas pela população.
