Os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais mostraram Flávio Bolsonaro (PL) na liderança com 47% dos votos válidos, ao passo que Lula (PT) atingiu 44,2% (mencionado no texto original como 45,2% em trecho da apuração). Os estados de São Paulo e Minas Gerais, considerados os maiores colégios eleitorais do país, registraram forte desempenho de Flávio Bolsonaro, com vitórias e decisões de governos já no primeiro turno.
Em território paulista, Flávio Bolsonaro registrou 51,9% dos votos contra 38,2% destinados a Lula. No estado mineiro, Flávio alcançou 48,2%, enquanto o candidato petista obteve 43,3%. Durante o programa Live CNN desta segunda-feira (5), o analista de política Teo Cury avaliou que a conjuntura impõe barreiras expressivas à estratégia de campanha de Lula no segundo turno.
Impacto nos palanques estaduais
Conforme a análise de Teo Cury, a ausência de governadores aliados nas disputas estaduais impacta diretamente a capilaridade da campanha. “Ele não terá o palanque de Haddad e Patrus Ananias”, pontuou o especialista, ressaltando que a presença ao lado de aliados no cotidiano do eleitor ao longo das próximas três semanas seria vital. “Isso é muito tempo, isso pode trazer um prejuízo para a campanha do Lula e beneficiar o Flávio Bolsonaro”, acrescentou.
Comportamento eleitoral em Minas Gerais e São Paulo
O analista apontou que a vantagem de Flávio Bolsonaro em São Paulo era esperada, embora a amplitude da margem tenha surpreendido. No caso de Minas Gerais, o cenário revelou-se mais intricado devido à divisão de votos do eleitorado.
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu a eleição para o governo de Minas Gerais logo no primeiro turno, conquistando 55,4% dos votos.
- Patrus Ananias, candidato do PT ao governo estadual, obteve a preferência de 26,3% dos eleitores mineiros.
- Grande parte da base eleitoral de Lula no estado optou por Cleitinho para o executivo estadual, preterindo o nome petista.
“O voto não é casado em Minas Gerais e isso traz uma complexidade para todo mundo entender o Estado”, ressaltou Cury, lembrando que o fenômeno reflete um comportamento histórico do eleitorado mineiro, que em pleitos anteriores já chegou a dividir preferências entre nomes presidenciais e governadores de correntes políticas opostas, como Lula e Aécio Neves, ou Dilma Rousseff e Antônio Anastasia.
