Crescimento meteórico e suspeitas de irregularidades
A campanha presidencial de 2026 registra uma disputa paralela nas redes sociais, com destaque para o fenômeno Augusto Cury, que em poucas semanas alcançou números expressivos no Instagram. No entanto, a rápida ascensão de seguidores e engajamento levantou suspeitas de práticas vedadas pela legislação eleitoral, como manipulação artificial de métricas e uso de influenciadores.
Anomalias nas métricas e possíveis infrações
Segundo análise da VEJA, baseada em ferramentas como Brandwatch e Fanpage Karma, além de comentários extraídos diretamente dos perfis, o crescimento de Cury no Instagram apresentou contradições e anomalias que sugerem estratégias de marketing de influência. Tais práticas, como a inflação artificial de seguidores e engajamento, são proibidas pela legislação eleitoral e podem resultar em multas ou até cassação do registro de candidatura, dependendo da gravidade.
Comparação com Lula e Flávio Bolsonaro
Enquanto Lula mantém a maior audiência no Instagram, com cerca de 15 milhões de seguidores, Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 11,4 milhões. A estratégia de Lula é mais institucional, com vídeos de agendas oficiais e discursos, enquanto Flávio prioriza um engajamento mais direto, com vídeos curtos e críticas a adversários.
Augusto Cury, por sua vez, registrou um crescimento exponencial, mas também uma grande perda de seguidores em paralelo. Pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) aponta Cury com 10% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula (37%) e Flávio Bolsonaro (29%). Em simulação de segundo turno entre Lula e Cury, o atual presidente lidera com 40% contra 34%.
