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Economia

Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes

O Senado aprovou projeto de lei que amplia o limite de faturamento do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes. O texto segue para sanção presidencial.

Redação•15 de out. de 2026, 22:30
Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes
Imagem: site

Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes

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O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) um projeto de lei que eleva o teto de faturamento para o enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI) e concede perdão às dívidas de inadimplentes da categoria. A matéria, enviada pelo governo Lula, foi aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (14) e segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação no Senado registrou 78 votos favoráveis e nenhum contrário.

O perdão das dívidas do MEI integrou as medidas anunciadas pela campanha de Lula na mesma semana como esforço de reaproximação com a categoria antes do 2º turno, gerando críticas por parte da oposição devido à proximidade da votação com a eleição.

Mudanças no faturamento e contratações

Pela nova proposta, o limite de faturamento anual para o enquadramento no MEI passará para R$ 110 mil em 2027 e alcançará R$ 140 mil a partir de 2028, substituindo o teto atual de R$ 80 mil. Conforme explicou o relator da matéria na Câmara, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), o teto anterior fazia com que empreendedores muitas vezes evitassem contratos para não perderem o enquadramento na categoria.

Além da receita, o projeto altera o limite de contratação de funcionários. Os microempreendedores individuais, que hoje podem registrar apenas um empregado, passarão a ter o direito de contratar até dois trabalhadores, com a condição de que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional.

Anistia de débitos e impacto fiscal

O texto aprovado concede anistia integral aos MEIs inadimplentes, perdoando as dívidas acumuladas até 13 de outubro de 2026. O perdão contempla também débitos que ainda não foram inscritos na dívida ativa da União e cujos processos estejam em tramitação, o que pode representar um impacto adicional de até R$ 2 bilhões além do previsto.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a estimativa do impacto fiscal referente ao perdão das dívidas é de R$ 3 bilhões diluídos em três anos, divididos da seguinte forma:

  • 2027: R$ 1,1 bilhão
  • 2028: R$ 1 bilhão
  • 2029: R$ 909 milhões

Por sua vez, a renúncia de receitas decorrente da ampliação dos limites de enquadramento gerará impactos fiscais estimados em R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029.

O governo também prevê enviar ao Congresso, após as eleições, outra proposta destinada a conceder até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios. Esse recurso será não reembolsável, ou seja, dispensará devolução por parte do beneficiário.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/15/senado-aprova-projeto-que-amplia-limite-do-mei-e-perdoa-dividas-de-inadimplentes.ghtml

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