O setor brasileiro de papelão ondulado alcançou um faturamento de R$ 33,2 bilhões em 2025, atingindo o maior valor já registrado desde o início da série histórica. Os dados foram divulgados pelo Anuário Estatístico Empapel 2026, produzido pela Empapel em parceria com o FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
A indústria atende a mais de 20 segmentos econômicos, tendo a fabricação de alimentos como seu principal mercado. Em 2025, o setor de produtos alimentícios foi responsável por 51,1% do volume expedido pelas companhias participantes do estudo. Se somadas às atividades de horticultura, floricultura e fruticultura, que atingiram 8,17%, e à avicultura, com 3,08%, essas áreas responderam conjuntamente por 62,35% de todo o volume enviado.
Em termos quantitativos, a indústria registrou a expedição de 4,23 milhões de toneladas de papelão ondulado durante o ano. Com esse desempenho, o país assegurou a manutenção da posição de sexto maior produtor mundial do material. O levantamento também revelou que o setor superou a marca de 29 mil postos de trabalho diretos no Brasil.
“Os resultados reforçam a dimensão econômica e a relevância do setor de papelão ondulado para o país. Estamos falando de uma indústria presente em mais de 20 segmentos, que gera empregos, movimenta diferentes cadeias produtivas e vem investindo continuamente em capacidade, eficiência, sustentabilidade e inovação”, declarou José Carlos da Fonseca Jr., presidente-executivo da Empapel.
Investimentos e Sustentabilidade
O estudo aponta que, desde 2019, o segmento acumula mais de R$ 17 bilhões aplicados na criação de novas plantas fabris, na modernização de instalações e na ampliação da capacidade produtiva. De acordo com a Empapel, tais recursos têm auxiliado em melhorias de eficiência, qualidade e práticas sustentáveis.
No quesito ambiental, o índice de reciclagem de todos os tipos de papel no Brasil alcançou 60,4% em 2025, o que representa um crescimento de 1,6% na comparação com o ano anterior. A entidade destaca que a indústria tem expandido projetos voltados à logística reversa e ao acompanhamento das taxas de reciclagem.
“O papelão ondulado está diretamente ligado à movimentação de diferentes cadeias produtivas e, por isso, seu desempenho também reflete o comportamento da própria economia. A diversidade dos setores atendidos e a capacidade de acompanhar as transformações do mercado mostram a continuada relevância estratégica dessa indústria para o país”, concluiu Fonseca Jr.
