O setor de serviços registrou uma retração de 0,1% em agosto na comparação com o mês de julho, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14). O resultado ficou abaixo das expectativas de economistas consultados em pesquisa da Reuters, que projetavam um crescimento de 0,4% no volume mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual. No mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou avanço de 0,6%.
Em julho, o desempenho dos serviços já havia frustrado as projeções ao permanecer estável em relação ao período anterior. O levantamento do IBGE aponta que, em agosto, três das cinco atividades investigadas apresentaram retração frente a julho:
- Transportes: recuo de 0,2%
- Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares: recuo de 0,2%
- Outros serviços: recuo de 1,0%
Por outro lado, os serviços prestados às famílias registraram alta de 2,1%, enquanto o segmento de informação e comunicação manteve-se estável no período.
A atividade econômica brasileira tem demonstrado desaceleração em meio a um cenário de juros elevados, ainda que em trajetória de queda. Em julho, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) marcou uma retração de 0,5% sobre junho, registrando o terceiro recuo mensal consecutivo do indicador.
O Banco Central tem nova reunião marcada para os dias 3 e 4 de novembro para deliberar sobre a taxa de juros. Analistas e economistas do mercado financeiro estimam que o colegiado promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente fixada em 13,75%.
Antes da próxima decisão da autoridade monetária, o país realiza em 25 de outubro o segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
