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Socorristas no Nepal reforçam buscas por 900 desaparecidos em usinas

Equipes de resgate no Nepal intensificam esforços para localizar trabalhadores presos em túneis de usinas hidrelétricas após enchentes catastróficas na fronteira com a China.

Redação•07 de set. de 2026, 16:42
Socorristas no Nepal reforçam buscas por 900 desaparecidos em usinas
Imagem: site

Socorristas no Nepal reforçam buscas por 900 desaparecidos em usinas

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Buscas intensas em túneis hidrelétricos

Equipes de resgate no Nepal estão intensificando os esforços para localizar mais de 100 trabalhadores de usinas hidrelétricas que podem estar presos em túneis. A operação ocorre dias após quatro resgates bem-sucedidos em meio aos escombros das enchentes que devastaram cidades e vilarejos na fronteira do Himalaia com a China. De acordo com informações do Exército, cerca de 120 das 900 pessoas desaparecidas em estruturas hidrelétricas poderiam estar presas nessas redes de túneis, enquanto outras podem estar localizadas em diferentes pontos das usinas.

Shri Ram Neupane, parlamentar envolvido nos resgates, informou nesta segunda-feira (7) que quatro das seis pessoas desaparecidas no projeto de Chilime, no distrito de Rasuwa, ainda poderiam estar vivas. As equipes acreditam na existência de bolsas de ar e salas de abrigo dentro das estruturas. Equipamentos especializados foram obtidos para a operação técnica no local.

Resgates recentes e contexto regional

Nos últimos dias, quatro pessoas foram resgatadas com vida: um cidadão chinês retirado de um túnel no sábado, dois trabalhadores resgatados na sexta-feira (4) e uma mulher nepalesa encontrada em sua casa soterrada. O desastre teve início em 26 de agosto, quando o desabamento de parte de uma geleira provocou uma enorme massa de lama e rochas, atingindo um rio na fronteira entre o Nepal e o Tibete.

O balanço da tragédia é alarmante, com pelo menos 1.380 mortos e mais de 5.500 desaparecidos no Nepal e no Tibete. Em paralelo aos esforços locais, o cenário internacional registra outras tensões, como a promessa do Irã em retaliar ataques dos EUA e o funeral de um criminoso de guerra na Sérvia, além das buscas contínuas de agentes por colegas sob escombros 13 dias após a tragédia no Himalaia.

Apoio internacional e luto nacional

O governo do Nepal solicitou ajuda urgente à comunidade internacional, incluindo drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits de teste de DNA, trajes de resgate e itens para prevenção de epidemias. O Ministério do Interior declarou luto oficial, com bandeiras a meio mastro, marcando o 13º dia após as mortes, período sagrado para rituais e oferendas.

A China, por sua vez, recuperou mais 12 corpos no domingo (6) e segue buscando centenas de desaparecidos no Tibete, muitos dos quais são peregrinos indianos que visitavam o Lago Mansarovar e o Monte Kailash. Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, garantiu que o país empenhará todos os esforços no resgate e divulgação de informações, tendo convidado jornalistas estrangeiros para visitar as áreas afetadas.

Visita presidencial e segurança em presídios

O presidente do Nepal, Ram Chandra Paudel, visitou as áreas atingidas para avaliar os danos. Em meio ao caos provocado pelas águas, o primeiro-ministro Balendra Shah destacou a ação de agentes de segurança na prisão distrital de Nuwakot. Eles conseguiram salvar 923 presos, transferindo-os para locais elevados antes da inundação. Cerca de 50 detentos que tentaram fugir durante o colapso dos muros da prisão foram rapidamente capturados pelas autoridades.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/socorristas-no-nepal-reforcam-buscas-por-900-desaparecidos-em-usinas/

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