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Soja fecha em leve alta na Bolsa de Chicago aguardando acordo

A soja e o milho fecharam a sexta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago, enquanto o trigo registrou baixa, em meio a negociações entre EUA e China.

Redação•26 de set. de 2026, 10:12
Soja fecha em leve alta na Bolsa de Chicago aguardando acordo
Imagem: site

Soja fecha em leve alta na Bolsa de Chicago aguardando acordo

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A soja encerrou a sessão de sexta-feira (25) com leve alta na Bolsa de Chicago, após transacionar boa parte do pregão no campo negativo. O contrato com vencimento para novembro registrou avanço de 0,11%, cotado a US$ 13,19 por bushel. Conforme apontamentos da Granar, os preços apresentaram comportamento volátil — com altas nos contratos mais próximos e quedas nos demais —, mas concluíram a semana com saldo positivo.

O mercado permanece vigilante em relação aos desdobramentos das tratativas comerciais entre os Estados Unidos e a China. Muito embora tenha ocorrido um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, não foram tornados públicos detalhes concretos sobre eventuais compromissos voltados à aquisição de produtos agrícolas norte-americanos, gerando cautela nos investidores na abertura de novas posições em soja.

Dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontam que exportadores privados registraram na quinta-feira (24) a venda de 120 mil toneladas de soja para o mercado chinês, com entrega programada para o ano comercial 2026/27. Essa foi a única negociação anunciada para o país asiático ao longo da semana até o momento.

O representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, declarou na sexta-feira que Washington e Pequim chegaram a consensos sobre um conjunto de mercadorias que poderão ser comercializadas em condições mais vantajosas. Entre os segmentos mencionados estão os produtos agrícolas, embora pormenores sobre os itens contemplados ainda não tenham sido revelados. Segundo Greer, a administração americana deve divulgar mais pormenores na segunda-feira (28).

A perspectiva de progressos nas relações comerciais colaborou para conter pressões negativas sobre as cotações da soja. Em contrapartida, a carência de informações específicas sobre potenciais compromissos de compras chinesas deixa o mercado dependente de novas divulgações para mensurar os reflexos do acordo na demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos.

Milho e Trigo

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,14%, atingindo US$ 5,28 por bushel na Bolsa de Chicago. Segundo a Granar, o milho reverteu as perdas acumuladas ao longo do dia e fechou com leve alta, interrompendo uma sequência de três baixas consecutivas. No balanço semanal, contudo, os preços mantiveram-se praticamente inalterados.

O suporte aos preços do milho veio da expectativa por potenciais anúncios da Casa Branca na segunda-feira acerca do entendimento comercial consolidado entre Estados Unidos e China durante a reunião de Donald Trump e Xi Jinping. Em contrapartida, o avanço da colheita em território americano conteu maiores impulsos de alta. Com estimativa de uma segunda safra consecutiva superior a 400 milhões de toneladas, agricultores seguem comercializando parte dos estoques para abrir espaço aos novos grãos e aproveitar os patamares vigentes de preços.

Já o contrato futuro do trigo com vencimento em dezembro recuou 0,53% em Chicago, fechando a US$ 7,03 por bushel. Na variação semanal, o cereal também registrou perdas, impulsionado por operações de liquidação de posições executadas por fundos de investimento. De acordo com a Granar, o trigo operou de forma distinta dos demais cereais nos mercados norte-americanos, refletindo expectativas de avanços diplomáticos ligados à guerra entre Rússia e Ucrânia e à segurança do tráfego comercial no Mar Negro.

Apesar das perspectivas de negociação diplomática, a Granar pontua que persistem dúvidas sobre o fluxo de cargas na área do Mar Negro. A continuidade do conflito entre russos e ucranianos preserva riscos logísticos e de abastecimento para uma das principais zonas exportadoras de grãos do planeta, influenciando diretamente as cotações futuras do cereal.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/soja-fecha-em-leve-alta-em-chicago-a-espera-de-detalhes-do-acordo-eua-china/

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