A proposta da geoengenharia solar
A Stardust Solutions, uma empresa israelense-americana fundada em 2023 por ex-físicos nucleares, apresentou um plano para combater o aquecimento global: a geoengenharia solar. A estratégia consiste em pulverizar partículas minúsculas na estratosfera para refletir a luz solar e reduzir as temperaturas da Terra. O método foca na utilização de um aditivo alimentar e do mineral que compõe a casca de ovos.
Tecnologia e custos
Liderada por Yanai Yedvab e Amyad Spector, a startup arrecadou US$ 75 milhões em investimentos. A empresa desenvolveu partículas à base de sílica amorfa e um núcleo de carbonato de cálcio revestido. Segundo Yedvab, cada milhão de toneladas de material teria um custo de US$ 10 bilhões para dispersão, resultando em uma redução de 0,9º Fahrenheit na temperatura global. O CEO reforça que a solução não substitui o corte de emissões de combustíveis fósseis, mas oferece uma ferramenta de apoio para um planeta em superaquecimento.
Alertas da comunidade científica
A iniciativa enfrenta forte resistência. Cientistas como Raymond Pierrehumbert, da Universidade de Oxford, questionam a ética de deixar o destino do planeta nas mãos de empresas privadas movidas por lucros. Especialistas também apontam riscos como a "hipótese da estagnação", possível chuva ácida, alterações nos padrões de monções e o perigo do "choque de término" — um aquecimento catastrófico caso a geoengenharia seja interrompida repentinamente.
O futuro dos testes
Embora a Stardust pretenda realizar testes ao ar livre em breve, o histórico é complexo: experimentos anteriores de outras organizações foram proibidos ou cancelados devido à oposição. Yedvab afirma que os testes ocorrerão sob supervisão governamental, mas o debate sobre governança global, riscos ambientais imprevistos e a possível desculpa para não reduzir a dependência de combustíveis fósseis permanece aberto.
