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Startups dos EUA buscam alternativas a componentes chineses diante de restrições

Startups e empresas americanas buscam alternativas para substituir componentes chineses devido a restrições comerciais e preocupações com segurança nacional.

Redação•05 de out. de 2026, 05:30
Startups dos EUA buscam alternativas a componentes chineses diante de restrições
Imagem: site

Startups dos EUA buscam alternativas a componentes chineses diante de restrições

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Startups e empresas de tecnologia dos Estados Unidos estão enfrentando o desafio de encontrar fornecedores alternativos para componentes antes obtidos na China. A mudança ocorre em meio ao aumento das restrições governamentais sob o governo do presidente Donald Trump e à crescente rivalidade entre as duas potências, que intensificaram as preocupações com a segurança nacional decorrentes da dependência das cadeias de suprimentos chinesas.

Rajat Bhageria, fundador da Chef Robotics, startup de robótica sediada em San Francisco, relata que clientes e investidores passaram a questionar o uso de peças fabricadas no exterior. Embora a montagem final de seus braços robóticos seja feita nos Estados Unidos, os componentes acoplados às extremidades dos equipamentos ainda são produzidos na China. Tentativas anteriores de transferir essa fabricação esbarraram em custos proibitivos e na falta de capacidade de fornecedores fora do território chinês.

Especialistas e líderes industriais apontam que décadas de terceirização deixaram os fabricantes americanos sem a infraestrutura e o volume necessários para atender à demanda de forma rápida. Ben Armstrong, diretor executivo do Industrial Performance Center do MIT, destacou que a transição exigirá uma curva de aprendizado acompanhada de custos elevados. No mesmo sentido, Michael Murray, diretor executivo da Kopin Corporation, afirmou que a transferência de sua produção de microdisplays da China para os EUA levou mais de dois anos e gerou custos até 25% superiores, embora parcialmente subsidiados pelo Departamento de Defesa.

A lista de tecnologias e produtos restritos tem se expandido. Em julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) incluiu inversores de energia e novos robôs avançados, além de dispositivos do cotidiano como aspiradores robóticos, limpadores de piscina e cortadores de grama, em sua lista de restrições. O governo americano também impôs tarifas e proibições a veículos elétricos, softwares e drones chineses.

A montadora Ford enfrentou críticas recentes do governo devido a vínculos com tecnologia chinesa por meio do uso de baterias fornecidas pela CATL, alegações que a empresa rejeitou. No setor de robótica militar e industrial, Gavin Kenneally, da Ghost Robotics, explicou que a empresa já transferiu a produção de motores para a Coreia do Sul e adquire ímãs de neodímio na Europa, mas a dependência da matéria-prima da China continuará gerando impactos com a entrada em vigor de novas proibições em janeiro.

Analistas advertem que a limitação no acesso à cadeia de suprimentos chinesa pode desacelerar o avanço dos Estados Unidos em setores de ponta, como inteligência artificial e robótica. Saman Farid, fundador da coalizão Robots for America, afirmou que o ritmo de inovação americano pode ficar defasado em comparação aos concorrentes chineses. No âmbito acadêmico, o professor de engenharia Sayan Mitra, da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, alertou que a substituição de robôs importados por modelos nacionais pode encarecer os projetos em até dez vezes e prejudicar a formação de pesquisadores.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/negocios/startups-dos-eua-buscam-alternativas-aos-componentes-made-in-china/

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