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STF aprova plano estratégico até 2031 com foco na confiança pública

O STF aprovou um plano estratégico válido até 2031 para reforçar a confiança pública na instituição, em meio a um período de desgaste e tensões internas.

Redação•16 de out. de 2026, 01:30
STF aprova plano estratégico até 2031 com foco na confiança pública
Imagem: site

STF aprova plano estratégico até 2031 com foco na confiança pública

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O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou um plano estratégico de cinco anos que estabelece o fortalecimento da confiança pública na corte como um de Seus objetivos centrais. O documento, que servirá de diretriz para o tribunal até 2031, foi aprovado pelos ministros durante uma sessão administrativa no plenário virtual, encerrada em 29 de setembro.

A definição do planejamento ocorre em um momento de desgaste para o Supremo, impulsionado por uma crise envolvendo o Banco Master, divergências públicas entre ministros e decisões conflitantes entre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dados de uma pesquisa Quaest divulgada em setembro apontam que 56% dos entrevistados disseram não confiar na corte, comparado a 46% em agosto, o que representa uma alta de dez pontos percentuais em um mês. No mesmo período, o índice de cidadãos que afirmam confiar muito no tribunal caiu de 18% para 9%.

Apesar de coincidir com o cenário de crise, a elaboração do planejamento é anterior a esses episódios, tendo sido desenvolvida entre maio de 2024 e dezembro de 2025. O cronograma antecede a divulgação pública, em setembro, de um relatório de inteligência da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, que registrava contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro. A revelação intensificou as tensões na corte, resultando em trocas públicas de acusações entre Moraes e Mendonça, além da abertura de procedimentos pelo presidente do STF, Edson Fachin, para apurar as informações, material que também cita outros ministros ou pessoas próximas a eles.

Outros eventos recentes evidenciaram divisões internas, como o conflito entre decisões do STF e do TSE relacionadas à campanha eleitoral, com foco em casos de desinformação envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Para reorganizar os procedimentos internos, Fachin publicou no início de outubro uma resolução que estabelece novas regras para petições de terceiros em andamento processual, com o objetivo de evitar o direcionamento de pedidos a relatores específicos.

Diretrizes e metas do plano estratégico

O documento aprovado define como visão de futuro uma instituição dotada de confiança pública fortalecida, além de uma prestação jurisdicional efetiva, acessível, transparente e sustentável. A confiança pública integra o grupo de oito valores institucionais estipulados para o período, vinculando-se à estabilidade e previsibilidade das decisões, à igualdade na aplicação das leis e ao diálogo republicano entre os Poderes.

No eixo da transparência, o texto propõe a publicação de dados institucionais e a prestação de contas utilizando linguagem clara, estruturada e atualizada. No tocante à integridade, o planejamento contempla a prevenção, detecção e correção de desvios de conduta, acompanhadas de gestão de riscos. A área de governança tem como resultado esperado o fortalecimento integrado desses pilares.

O plano também estipula uma comunicação voltada para explicar decisões de forma compreensível e aproximar o tribunal da sociedade. Entre os desafios externos listados pelo documento figuram:

  • Narrativas distorcidas e ataques à democracia e à independência do Judiciário;
  • Guerra cibernética;
  • Aumento da judicialização;
  • Restrições orçamentárias;
  • Impactos da desinformação e fake news na compreensão pública das decisões e na integridade institucional.

Como contraponto a essas ameaças, a corte propõe intensificar a comunicação institucional, a transparência ativa e a divulgação de informações acessíveis sobre os serviços prestados. Por se tratar de uma diretriz geral para o ciclo de 2026 a 2031, as metas, indicadores e medidas práticas serão definidos individualmente por cada gestão da Presidência do Supremo ao longo do período.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/stf-aprova-plano-que-preve-reforcar-confianca-publica-na-corte-ate-2031/

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