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Economia

Subsídios a combustíveis não bastam com petróleo acima de US$ 100

Para a indústria, subsídios do governo a combustíveis têm impacto limitado com o petróleo acima de US$ 100 e custos industriais em alta.

Redação•25 de set. de 2026, 09:58
Subsídios a combustíveis não bastam com petróleo acima de US$ 100
Imagem: site

Subsídios a combustíveis não bastam com petróleo acima de US$ 100

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A ampliação dos subsídios à gasolina e ao diesel anunciada pelo governo Lula no início deste mês trouxe alívio para consumidores e para o setor de transportes, mas tem impacto limitado para a indústria brasileira diante da alta do petróleo, que voltou a superar a marca de 100 dólares por barril.

Segundo André Rebelo, diretor de assuntos estratégicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a subvenção não ajuda de forma relevante porque se restringe aos combustíveis de transporte, enquanto o setor industrial consome pouca gasolina e uma fatia reduzida de diesel.

O petróleo e seus derivados são utilizados diretamente pelas fábricas como matéria-prima ou fonte de energia em máquinas e fornos. Itens como gás, nafta, coque, resinas plásticas e fibras sintéticas entram na produção e continuam encarecendo junto com o barril.

O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, afirmou que os subsídios ajudam a atenuar o impacto, mas não eliminam o choque, pois a alta afeta outros derivados além dos combustíveis e do transporte.

O preço do barril de petróleo ultrapassou os 100 dólares e permanece acima desse patamar há duas semanas, impulsionado pela intensificação de ataques no Oriente Médio e pelo fracasso na promessa de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, bloqueando exportações globais. O conflito começou em 28 de fevereiro.

Como reação, o governo Lula anunciou em 9 de setembro um pacote de desoneração de impostos e subvenção para gasolina, diesel e etanol. O Ministério do Planejamento e Orçamento estima que o custo das medidas alcance 7 bilhões de reais em apenas um mês.

De acordo com Alban, os setores mais expostos ao consumo de petróleo e derivados incluem refino de petróleo, minerais não metálicos (como cimento e vidro), siderurgia, química, celulose, alimentos, borracha e plásticos.

Dados da Fiesp indicam que, para cada aumento de 10% no preço do barril, os preços ao produtor industrial tendem a subir 2 pontos percentuais, em média. Em comparação com junho, quando o barril chegou a 70 dólares, a alta atual representa um aumento de cerca de 40%.

Alban acrescentou que, caso o petróleo permaneça elevado, cresce a probabilidade de novos repasses, o que pode pressionar as margens de lucro ou os preços finais, conforme a capacidade de cada empresa.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/para-a-industria-subsidio-do-governo-a-combustiveis-nao-resolve-o-petroleo-a-us-100/

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