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Super El Niño pode causar 451 mil mortes globalmente; Brasil figura em 5º lugar

Projeção publicada na revista Climate Impact Lab aponta que o Super El Niño pode gerar 451 mil mortes adicionais no mundo entre 2026 e 2027, colocando o Brasil na quinta posição.

Redação•23 de set. de 2026, 17:13
Super El Niño pode causar 451 mil mortes globalmente; Brasil figura em 5º lugar
Imagem: site

Super El Niño pode causar 451 mil mortes globalmente; Brasil figura em 5º lugar

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Um estudo publicado na revista Climate Impact Lab aponta que o calor extremo impulsionado pelo fenômeno climático Super El Niño pode resultar em cerca de 451 mil mortes adicionais ao redor do mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em comparação com um ano considerado normal. O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Chicago.

De acordo com os cientistas, a temperatura média global ficará 1,2°C (2,1°F) acima do padrão nos próximos meses. O El Niño teve início no segundo semestre de 2026 e deve provocar 44% dias a mais de calor extremo em relação a um período típico. As condições previstas devem se aproximar de patamares esperados apenas para as próximas duas décadas. O relatório destaca que a estimativa de mortalidade é aproximadamente 65 vezes superior ao total de 6.800 pessoas dadas como mortas ou desaparecidas após enchentes repentinas recentes no Nepal.

Impacto no Brasil

O Brasil aparece na quinta posição entre os países mais afetados pelo fenômeno climático global. A projeção aponta para uma média de 13 mil mortes, especificamente estimadas em 13.300 óbitos relacionados ao calor extremo no país. Apenas entre dezembro e fevereiro, a previsão indica cerca de 8.000 mortes adicionais em território brasileiro.

O ranking global de países com maior mortalidade devido ao calor extremo do El Niño é liderado pela Nigéria em primeiro lugar, seguida por Indonésia na segunda posição, Sudão em terceiro e Índia na quarta colocação antes do Brasil.

Prevenção e Medidas de Adaptação

Os pesquisadores ressaltam que as temperaturas acima da média e os impactos na mortalidade podem persistir mesmo após o período inicial analisado, com maior intensidade em regiões que enfrentarão o verão nos meses subsequentes.

Michael Greenstone, cofundador do Climate Impact Lab e professor da Universidade de Chicago, afirmou que parte dessas vidas pode ser salva por meio de estratégias de adaptação ao calor. Segundo o pesquisador, o relatório oferece aos gestores públicos a possibilidade de identificar onde implementar ações emergenciais imediatas.

Entre as iniciativas recomendadas para mitigar os impactos estão:

  • Implementação de sistemas de alerta para temperaturas extremas;
  • Ampliação do atendimento médico voltado a populações vulneráveis;
  • Instalação de centros de resfriamento e postos de distribuição de água;
  • Garantia de proteção para trabalhadores expostos diretamente ao sol e ao calor;
  • Reforço na capacidade de atendimento dos sistemas de saúde.

Metodologia da Pesquisa

O conceito de “mortes adicionais” utilizado no estudo refere-se aos óbitos que excederiam a quantidade esperada para o mesmo período em um ano normal, configurando uma projeção de mortalidade e não uma contagem de casos já registrados.

Para chegar a esses resultados, a equipe científica calculou a correlação entre temperatura e mortalidade em 24.378 regiões ao redor do globo. Além disso, as temperaturas previstas foram comparadas com a média histórica documentada entre 1996 e 2025. O estudo aponta que os intervalos apresentados no relatório refletem a média de erro padrão de 1,96 pontos percentuais.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/super-el-nino-pode-provocar-451-mil-mortes-pelo-mundo-brasil-e-o-quinto-pais-mais-afetado-da-lista/

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