Durante discurso neste sábado (10) em comemoração ao Dia Nacional, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, declarou que a ilha valoriza a paz, mas não abrirá mão de sua liberdade. Em frente ao Gabinete Presidencial, Lai ressaltou que a população taiwanesa está aberta a intercâmbios, porém não aceitará a subordinação, e defendeu que o direito de existência do povo taiwanês deve ser respeitado.
O mandatário taiwanesas argumentou que o reforço das defesas do território não constitui uma provocação, mas sim uma estratégia voltada para dissuadir conflitos e assegurar que eventuais diálogos ocorram com base em igualdade e dignidade. Diante da superioridade militar chinesa — que conta com arsenais de mísseis, porta-aviões e caças furtivos —, Taiwan tem modernizado suas Forças Armadas e ampliado os investimentos no setor.
A China reagiu prontamente às declarações. O Escritório de Assuntos de Taiwan do governo chinês classificou o discurso como uma distorção da verdade que oculta segundas intenções, acusando Lai de adotar uma postura separatista e de exagerar a ameaça de Pequim. O porta-voz do órgão reforçou que existe apenas uma China e que Taiwan integra o seu território, reiterando que o futuro da ilha deve ser decidido em conjunto por todo o povo chinês.
Os Estados Unidos, principais apoiadores internacionais de Taiwan mesmo sem relações diplomáticas formais, manifestaram apoio ao compromisso de Lai com a estabilidade regional. Um alto funcionário do governo americano afirmou que discursos rotineiros não justificam ações agressivas ou coercitivas por parte da China.
O cenário geopolítico na região é marcado pela pressão militar e política da China, que reivindica a soberania sobre a ilha governada democraticamente e nunca descartou o uso da força. Em meio a esse contexto, um pacote de armas avaliado em US$ 14 bilhões ainda aguarda aprovação pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após um acordo histórico anterior de US$ 11 bilhões.
