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Tarcísio e Haddad divergem em debate nacionalizado sobre segurança e privatizações

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad debateram nesta terça-feira em São Paulo, abordando temas nacionais, privatizações, segurança e indicadores.

Redação•30 de set. de 2026, 02:30
Tarcísio e Haddad divergem em debate nacionalizado sobre segurança e privatizações
Imagem: site

Tarcísio e Haddad divergem em debate nacionalizado sobre segurança e privatizações

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) participaram nesta terça-feira, 29, do último debate entre os candidatos ao Executivo paulista antes do primeiro turno da eleição. Durante cerca de duas horas de discussão, ambos elevaram temas locais — como educação, saúde e segurança pública — para a esfera nacional e tentaram associar os aliados de seus opositores a acusações de envolvimento com o crime organizado.

Haddad utilizou quase um minuto do seu tempo de considerações finais, que totalizava 2 minutos e 30 segundos, para mencionar suspeitas em torno de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência apoiado por Tarcísio. Os dois candidatos pediram votos para aliados de chapa e, após o evento, concederam entrevistas separadamente, concordando que a nacionalização da discussão é inevitável. Tarcísio afirmou que a ligação com as duas candidaturas presidenciais mais relevantes torna natural essa interferência, enquanto Haddad justificou sua postura alegando estar preocupado com o avanço de Flávio e com o cenário do país e do estado.

O formato do programa foi estruturado para privilegiar discussões regionais, obrigando os candidatos a selecionar um tema e uma região específica do estado em dois dos quatro blocos. Em um dos episódios mais intensos, Haddad questionou o governador sobre os índices de alfabetização na capital paulista, apontando que estão abaixo da média nacional. Em resposta, Tarcísio mencionou que o estado recebeu o selo ouro do Ministério da Educação e indagou se a certificação federal não era considerada satisfatória. Haddad não respondeu e aparentou desconhecer o marcador, brecha que Tarcísio aproveitou em intervenções posteriores ao defender a gestão de Guilherme Derrite (PP) na Secretaria de Segurança Pública ao indicar seu voto para o Senado.

As privatizações promovidas pela atual gestão também foram alvo de críticas por parte de Haddad, que mencionou as desestatizações da Sabesp e de linhas de trens na capital. O petista declarou ser necessário interromper a onda de privatizações que estaria gerando transtornos em São Paulo, defendendo que o foco deve ser o usuário e não a Faria Lima para viabilização eleitoral.

No geral, o confronto foi considerado civilizado, pontuado pela apresentação de dados e índices e sem grandes surpresas, refletindo o panorama apontado pelos levantamentos eleitorais. Pesquisa da Quaest divulgada no mesmo dia indicou Tarcísio com 20 pontos percentuais de vantagem sobre Haddad, registrando 44% das intenções de voto contra 24% do adversário, com possibilidade de definição no primeiro turno e sem oscilações fora da margem de erro, fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, desde o início da série histórica.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/em-debate-nacionalizado-tarcisio-e-haddad-discordam-sobre-crime-privatizacoes-e-indicadores/

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