Os candidatos ao governo do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), debateram nesta terça-feira (29) na TV Globo. No primeiro bloco do encontro, os concorrentes divergiram sobre o combate a facções criminosas e as filas na saúde.
Haddad foi o primeiro sorteado para iniciar a discussão e escolheu o tema da segurança pública na região metropolitana de Piracicaba, aproveitando para ironizar a ausência do adversário em outras agendas de confronto direto. O ex-ministro da Fazenda questionou o atual governador sobre notícias referentes à presença do Comando Vermelho no interior e no litoral paulista.
Em resposta, Tarcísio destacou operações realizadas pelo governo estadual contra o PCC, a queda nos índices de criminalidade e o combate à Cracolândia. Sobre a segurança em Piracicaba, afirmou que os criminosos estão presos devido ao trabalho policial. Na réplica, Haddad apontou o aumento de feminicídios e da intolerância à comunidade LGBT no estado, além de mencionar um suposto sucateamento da polícia paulista.
Tarcísio reconheceu que ainda há trabalho a ser feito, mas pontuou que a infiltração do crime e os índices de feminicídio são problemas de escala nacional, ressaltando a realização de concursos para as corporações policiais durante sua gestão.
Durante o debate, Haddad alegou que Tarcísio buscou o apoio do ex-vereador Milton Leite, preso em investigação sobre suposta infiltração do PCC no transporte coletivo da capital. O governador rebateu afirmando que a relação foi institucional e devolveu o questionamento citando o vereador petista Senival Moura, preso em operação contra lavagem de dinheiro, e a presença da lobista Roberta Luchsinger no palanque de Haddad. O ex-ministro da Fazenda defendeu um combate integrado ao crime organizado entre os entes da União, com base em sua experiência à frente da pasta da Fazenda. Ambos tentaram assumir a responsabilidade pela Operação Carbono Oculto, focada em lavagem de dinheiro no mercado financeiro.
No segundo tema do bloco, Tarcísio questionou Haddad sobre propostas para a saúde na Baixada Santista. O petista argumentou que a fila do SUS avançou no país e apontou uma gestão ineficiente da saúde em São Paulo, criticando o sistema atual do CROSS. Tarcísio respondeu que o problema na região era a carência de leitos hospitalares, obstáculo combatido por sua administração com novos projetos e aceleração na fila de cirurgias eletivas.
Os candidatos também discutiram sobre a autoria de projetos de hospitais entre estado, município e governo federal. Haddad questionou a herança deixada pela gestão de Jair Bolsonaro na saúde após a pandemia. Tarcísio rebateu dizendo que o petista descumpriu metas na área quando esteve à frente da prefeitura de São Paulo. O petista apontou falta de tecnologia na gestão da saúde, o que foi negado pelo governador, que afirmou existirem projetos com esse foco.
A dinâmica do primeiro bloco consistiu na escolha de um tópico entre seis temáticas pré-definidas pela equipe de jornalismo da Rede Globo, associando o assunto a uma região paulista. O debate teve duração total de 20 minutos nesta etapa. O primeiro turno das eleições está marcado para este domingo (4).
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/debate-governo-sp-1-bloco-eleicoes-2026/
