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Tennessee pode executar mulher após 200 anos; último caso no Brasil ocorreu em 1876

Christa Gail Pike pode ser a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos; no Brasil, último condenado à morte foi enforcado em 1876.

Redação•29 de set. de 2026, 21:30
Tennessee pode executar mulher após 200 anos; último caso no Brasil ocorreu em 1876
Imagem: site

Tennessee pode executar mulher após 200 anos; último caso no Brasil ocorreu em 1876

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Christa Gail Pike, condenada à pena de morte, poderá se tornar a primeira mulher executada no Tennessee, nos Estados Unidos, em mais de 200 anos (desde 1819). A execução está prevista para a próxima quarta-feira (30). Pike foi sentenciada pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em Knoxville em 1995. A vítima tinha 18 anos na época do crime, enquanto Pike tinha 19.

No Brasil, a última execução sob sentença capital ocorreu há 150 anos, em 1876, tendo como alvo um homem escravizado conhecido como negro Francisco. Entre 1835 e 1876, a lei de execução no Brasil imperial foi facilitada para punir negros escravizados que matavam seus senhores, alterando a exigência de unanimidade do júri para apenas dois terços dos jurados.

De acordo com registros históricos e informações do Senado brasileiro, a flexibilização da punição decorreu do temor de uma revolução semelhante à do Haiti e da Revolta das Carrancas, ocorrida em 1833 em São Thomé das Letras, no sul de Minas Gerais, quando escravizados se rebelaram e mataram famílias de latifundiários.

O homem escravizado foi enforcado em Pilar, na região do atual estado de Alagoas, após matar homens respeitados da região a pauladas e punhaladas. Registros apontam que pelo menos duas mil pessoas assistiram à execução. Francisco tentou recorrer ao imperador Dom Pedro II, mas o pedido de perdão foi recusado. Suas últimas palavras antes de morrer foram: "Peço perdão a todos, e a todos perdoo", enquanto caminhava até o local da forca imperial.

Com a proclamação da República em 1890, o Brasil aboliu a pena de morte, mantendo-a apenas de forma oficial em situações de guerra, conforme o Código Penal Militar.

Caso nos Estados Unidos

Nos EUA, os advogados de Christa Gail Pike solicitaram ao governador do Tennessee, Bill Lee, a conversão da sentença de morte em prisão perpétua sem liberdade condicional. O pedido citou traumas de infância, histórico de saúde mental e o comportamento de reabilitação e arrependimento da condenada ao longo dos anos no corredor da morte.

Na última segunda-feira (28), contudo, o governador Bill Lee rejeitou o pedido de clemência, afirmando que não intervirá na execução. "Após uma análise cuidadosa do pedido de clemência de Christa Gail Pike e uma revisão minuciosa do caso, estou mantendo a sentença do Estado do Tennessee e não pretendo intervir", declarou o político.

Dados do Departamento de Justiça dos EUA indicam que as mulheres compõem apenas 2% das execuções na população carcerária do país, sendo o Missouri o último estado a executar uma mulher, em 2023. Nos Estados Unidos, cada estado possui legislação própria para a execução de presos, diferentemente do Brasil, que adota lei federal.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/tennesse-vai-executar-mulher-apos-200-anos-ultimo-condenado-a-morte-no-brasil-foi-enforcado-durante-periodo-imperial/

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