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The Economist avalia que Brasil dá as costas para o futuro na política

Revista britânica aponta que disputa presidencial entre Lula e a família Bolsonaro coloca o futuro do país em risco e critica opções políticas.

Redação•25 de set. de 2026, 13:17
The Economist avalia que Brasil dá as costas para o futuro na política
Imagem: site

The Economist avalia que Brasil dá as costas para o futuro na política

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Em um editorial publicado na quinta-feira, 24, a revista britânica The Economist apontou que o Brasil corre o perigo de “dar as costas para o futuro” ao caminhar em direção a um novo pleito presidencial disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integrantes da família Bolsonaro. A publicação caracterizou o país como uma aeronave estagnada e rotulou os principais postulantes ao cargo como alternativas desoladoras.

Segundo o periódico, nenhuma das duas alternativas apresenta propostas consistentes para sanar os principais desafios do país, apontados como a corrupção enraizada e o crescimento contínuo dos gastos públicos. O texto ressalta que o potencial de desenvolvimento nacional permanecerá paralisado por pelo menos mais um mandato de quatro anos.

O artigo recorda a construção de Brasília nos anos 1950, cujas avenças foram traçadas no formato de um avião para simbolizar uma nação pronta para decolar. Contudo, o editorial aponta que a economia brasileira permaneceu estagnada nas últimas cinco décadas, tanto em comparação com outras nações quanto em relação à média global, avaliando que a votação geral prevista para 4 de outubro traz perspectivas limitadas de mudança.

A publicação resgata capas históricas para ilustrar a trajetória econômica: em 2009, a revista retratou o Cristo Redentor como um foguete sob o título “Brazil takes off”, enquanto em 2013 a imagem foi invertida para mostrar o monumento em queda, questionando a perda de oportunidades de crescimento.

Em relação a Lula, o editorial pondera que, apesar de sua postura favorável à preservação ambiental, o atual chefe do Executivo realizou ações insuficientes para estimular a expansão econômica ou controlar os gastos estatais, além de não ter viabilizado reformas econômicas significativas. O veículo também mencionou a idade do presidente, que se aproxima dos 81 anos, fazendo um paralelo com Joe Biden no cenário estadunidense em 2024.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro é criticado pela revista por contestar a interferência humana nas alterações climáticas e a segurança das urnas eletrônicas, além de ter indicado a possibilidade de não aceitar uma eventual vitória de Lula. Entre as principais propostas atribuídas ao senador está a concessão de perdão a Jair Bolsonaro, condenado em setembro de 2025 a 27 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.

Apesar da perspectiva desfavorável, o veículo avalia que as perspectivas nacionais não estão totalmente perdidas, elogiando instituições avaliadas como funcionais — a exemplo da Polícia Federal, lembrada por apurações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro —, além de classificar a imprensa como aguerrida e independente e a diplomacia como detentora de respeito internacional. Na mesma quinta-feira, a publicação havia divulgado outro artigo opinativo qualificando Flávio como fruto de nepotismo vingativo e Lula como um esquerdista caduco.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/entre-lula-e-flavio-brasil-da-as-costas-para-o-futuro-diz-the-economist/

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