O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, anunciou nesta terça-feira (22) que uma nova rotação de tropas dos Estados Unidos está a caminho do país. A nação báltica, situada no nordeste da Europa e integrada à Otan desde 2004, faz fronteira com a Bielorrússia — aliada de Vladimir Putin — e com o enclave russo de Kaliningrado, ocupando posição estratégica na fronteira leste da aliança militar.
Nauseda utilizou as redes sociais para agradecer ao governo americano e ao presidente Donald Trump pela decisão. Segundo o líder lituano, a presença militar americana é considerada uma parte indispensável para a dissuasão e a defesa coletiva da região.
A movimentação das tropas ocorre em meio a atenções redobradas sobre a segurança no leste da Otan. Na segunda-feira (14), um caça militar da aliança abateu um drone no espaço aéreo lituano, próximo ao vilarejo de Pratkunai e da cidade de Kaunas. A aeronave não tripulada, cujo local exato de origem ainda não foi determinado, teria entrado a partir da Bielorrússia, segundo o Centro Nacional de Gestão de Crises local, após um alerta emitido na capital Vilnius e arredores.
O episódio se soma a outras ocorrências recentes em que drones militares entraram no espaço aéreo de vizinhos da Rússia, como Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia, alimentando receios sobre a expansão da guerra na Ucrânia para fora de suas fronteiras. Enquanto a Ucrânia intensifica ataques de longo alcance contra a Rússia, autoridades ucranianas atribuem a entrada dos equipamentos em território estrangeiro à interferência russa por meio de guerra eletromagnética.
Zelensky anuncia novo acordo sobre drones em Nova York
Durante visita a Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que um novo acordo sobre drones está pronto para ser assinado. O líder ucraniano destacou que cerca de 20 reuniões estão programadas na agenda, incluindo encontros com líderes europeus, parlamentares norte-americanos, representantes de grandes empresas dos Estados Unidos e o presidente norte-americano.
Zelensky afirmou que o objetivo principal de Kiev é aproximar a paz, proteger vidas e apresentar propostas concretas de segurança e medidas de desescalada para o encerramento do conflito. Além disso, a Ucrânia busca reforçar sua defesa aérea e assegurar financiamento internacional.
Em publicação após reunião com o presidente francês Emmanuel Macron, Zelensky mencionou a discussão sobre um pacote de apoio para o período de inverno, com foco em sistemas adicionais de defesa antiaérea e mísseis, utilizando recursos de um empréstimo da União Europeia. Outros países parceiros envolvidos nos entendimentos não foram especificados.
